<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066</id><updated>2011-08-17T04:06:48.347+01:00</updated><title type='text'>ESPLANAR</title><subtitle type='html'>CARLOS LEONE, JOÃO PEDRO GEORGE</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://esplanar.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>JPG</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12940630298962788334</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>872</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-117311867953545330</id><published>2007-03-05T18:16:00.000Z</published><updated>2007-03-05T18:18:00.593Z</updated><title type='text'>Lisboa, a cidade-estado</title><content type='html'>Lisboa, a cidade-Estado&lt;br /&gt;(por já estar farto de receber mails sobre ninharias)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas da Câmara Municipal de Lisboa não são comparáveis com os «casos» que envolvem outras autarquias. E isto por Lisboa ser maior, mais complexa, mais significativa a nível nacional. Lisboa é um verdadeiro governo regional, no qual a cidade propriamente dita não pode ser pensada e gerida sem se considerar a área metropolitana na qual se integra e que, no seu conjunto, influencia todo o país. Para utilizar uma noção da história política antiga, Lisboa é uma polis, uma cidade-Estado – a única em Portugal.&lt;br /&gt;Os problemas da cidade estão hoje menos identificados que os da Câmara, o que revela bem o grau em que a autarquia pesa sobre a cidade em vez de a servir. Se o défice da CML, as lutas intestinas de PSD, PS e CDS/PP, e a oposição quanto pior melhor de PCP e BE são reconhecidos como problemas que afectam o funcionamento da Câmara, os problemas da cidade são cada vez mais relegados para segundo plano, obscurecidos pelas notícias sobre a luta partidária. Ora esta situação só pode condenar qualquer futuro executivo, pois como o actual bem demonstra, qualquer governo de Lisboa requer um pensamento sobre a relevância nacional da cidade – e quando ele falta, falta tudo. Daí que a ideia de uma lista de independentes apoiada por partidos apenas transferiria os actuais problemas para o vácuo, dado só os partidos serem forças políticas nacionais.&lt;br /&gt;(E, claro está, o equivoco político dos independentes, criado por Guterres e ainda parcialmente recuperado por Sócrates, vê-se bem aqui: independente é quem não depende de uma força política, por ter vontade e meios próprios; quem, como Carmona, não os tem, é totalmente dependente; lista de independentes apoiada pelos partidos seria apenas a multiplicação dos Carmonas, passe a expressão.)&lt;br /&gt;Os problemas de Lisboa são em muito os problemas do país, e a estrutura da CML, a nível directivo e administrativo, reflecte isso mesmo ao ser um verdadeiro governo. Se o PS – Lisboa pretende liderar a política camarária com sucesso tem de fazer mais do que se pacificar e encontrar um candidato credível. Tem de ser capaz de estar à altura dos problemas nacionais que Lisboa exemplifica, isto é, tem de ser capaz de se organizar e de se apresentar como sede própria de política locais, necessariamente, mas com um alcance e uma relevância nacionais que a direcção do PS tenha de ter em conta na hora de tomar decisões, ao contrário do que sucede actualmente. E a situação actual, como se sabe, está ligada à candidatura Carrilho, um fracasso anunciado à partida apoiado pela direcção nacional.&lt;br /&gt;Se o choque tecnológico tem algum sentido, tê-lo-á forçosamente na região mais competitiva e dinâmica de Portugal, a sua capital. Se a criação de emprego é uma política nacional, então nela Lisboa é essencial, desde logo pelo peso demográfico da sua área metropolitana. Se a Justiça e a Administração Interna, o Turismo e as Obras Públicas, a mobilidade geográfica e a flexibilidade profissional são questões nacionais, em Lisboa, com a sua dimensão e complexidade únicas em Portugal, elas têm de ser pensadas e trabalhadas originalmente. Está o PS – Lisboa à espera de ordens para isso ou lança as suas próprias iniciativas? Até agora, as que promoveu desapareceram perante a imagem de oposição mais firme do BE e a chuva de casos na CML. Por isso, há que fazer mais e melhor.&lt;br /&gt;Lisboa pode ser gerida em articulação estreita com as políticas governamentais (contenção orçamental, reforma administrativa, qualificação de pessoal e de equipamentos) e, em simultâneo, fazer valer a nível nacional a sua condição única de grande metrópole do país: na normalização das obras públicas e do urbanismo, na promoção de turismo de qualidade, no apoio a iniciativas empresariais que reestruturem a relação investigação/produção a nível mais do que local, na definição de políticas de integração de imigrantes, etc., etc. No actual momento político, o PSD e o CDS estão perdidos em lutas internas; o PCP e o BE necessitam opor-se ao governo a qualquer custo para se legitimar a nível nacional, e tanto pior para Lisboa. Sobra o PS. Resta saber se a estrutura partidária de Lisboa vai continuar a ser ultrapassada pelos acontecimentos ou se adquire capacidade para influenciar as políticas nacionais do Partido Socialista. Por direito próprio e não por acertos de bastidores, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Leone&lt;br /&gt;(militante do PS – Lisboa, secção da Ajuda)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-117311867953545330?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117311867953545330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117311867953545330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2007/03/lisboa-cidade-estado.html' title='Lisboa, a cidade-estado'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-117067355905962243</id><published>2007-02-05T11:02:00.000Z</published><updated>2007-02-05T11:05:59.093Z</updated><title type='text'>Efeitos secundários</title><content type='html'>O post do mês passado teve o condão de fazer multiplicar as várias famílias. Claro que o desafio nele ficou por responder, mas ainda assim obrigado a todas.&lt;br /&gt;Entre elas, Ana Cristina Leonardo ‘respondeu-lhe’ como se se tratasse de um ‘call for papers’, que não era. Em todo o caso, o artigo que enviou, e que não lhe publicaram depois de lho terem encomendado, alegando falta de espaço, aqui fica. Não por concordar com ele em tudo, nem por acreditar que será o referendo a resolver o que quer que seja por si só. Mas por saber por experiência própria que a falta de espaço que não afecta as prosas inanes de taradinhos conservadores ou radicais não é de hoje. Já em 1998 era assim.&lt;br /&gt;(Nem de propósito: o final da colaboração de Mário Mesquita no Público, em termos relatados pelo próprio ontem – e que decerto irão merecer a atenção do sempre atento Provedor –, revela bem o que são os critérios editoriais e as boas práticas na Imprensa dita de referência; tal como no Expresso, os membros do Clube de Esquerda Liberal revelam a sua exemplar contribuição para a vida pública portuguesa, apesar das perseguições políticas que, coitados, sofrem.)&lt;br /&gt;Só uma nota: este é um caso excepcional, não estamos à procura de mais gente para aqui escrever em nosso lugar (aliás, no caso do referendo, o que importa é votar, não escrever). E aproveito para lembrar que em 2006, muito antes das enormidades, aleivosias e piadolas sobre o referendo se multiplicarem, já o tema tinha sido aqui comentado, em mais do que um post, sempre em relação com temas que ainda não chegaram ao ‘debate’ a que agora mais uma vez assistimos (posts sobre investigação em células estaminais, embriões congelados, etc.; tudo assuntos para mais discussões em breve, como já aconteceu em Espanha). Observei isto mesmo ao Daniel Melo, que fez uma lista de blogs pelo Sim no Fuga para a Vitória, só que de facto não foi ele o único a esquecer-se. Mas isto já nem é para o post de Janeiro que remete, é para o de Dezembro, por isso adiante.&lt;br /&gt;Aqui fica o artigo de Ana Cristina Leonardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aborto, uma polémica de sempre&lt;br /&gt;Portugal reinicia uma discussão onde parece continuar a haver demasiado «ruído». Ou como alguns temas nos recordam os limites da razão humana.&lt;br /&gt; «Um bebé não é um problema metafísico» foi uma frase que encheu as ruas de Paris, há cerca de 20 anos, durante uma campanha em prol da maternidade. Em Portugal, hoje, a discussão diz respeito ao aborto. Paula Teixeira da Cruz, do Movimento Voto Sim, afirmou que «não estamos a discutir nem a vida nem a morte. Recuso-me a discutir o problema nesses termos» (DN, 20-01-2007). A verdade é que muitos insistem em fazê-lo.&lt;br /&gt;Não sendo os bebés, definitivamente, um problema metafísico, há questões levantadas pelos opositores do Sim que nos deixam na dúvida sobre se não o serão o zigoto, o embrião e o feto. Um dos argumentos mais publicitados pelo Não assenta no seguinte raciocínio: (premissa a) o feto é, em potência, um ser humano; (premissa b) todos os seres humanos, mesmo os seres humanos em potência, têm direito à vida; (conclusão): o feto tem direito à vida. Daí se infere que a interrupção voluntária da gravidez (IVG) é atentatória desse direito, logo, um crime, um crime parente próximo do homicídio.&lt;br /&gt;É esta, aliás, a posição oficial da Igreja católica, que classifica o aborto como um dos pecados sujeitos a excomunhão (e isto apesar de algumas vozes discordantes, como a do áápadre Anselmo Borges, teólogo e professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que propõe a distinção entre vida, vida humana e pessoa humana): «ááA gravidade moral do aborto provocado aparece em toda a sua verdade, quando se reconhece que se trata de um homicídio (...)» (João Paulo II, Enc.Evangelium Vitae, 25/03/1995, n. 58); e ainda: «Também a legislação canónica, há pouco renovada, continua nesta linha quando determina que "quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae", isto é, automática» (ááidem, n. 62). Mas, a não ser que se faça da vida humana uma leitura religiosa – e essa é uma posição legítima embora, obviamente, impossível de sujeitar a referendo – a argumentação atrás exposta, contrária à IVG, não parece defensável. Porque se o que falta provar é, precisamente, que todos os seres humanos em potência têm direito à vida, não se pode, ao mesmo tempo, afirmá-lo como premissa sem incorrer em falácia. O filósofo Pedro Madeira vai mais longe. Em «Argumentos sobre o Aborto» (&lt;a href="http://www.criticanarede.com/"&gt;www.criticanarede.com&lt;/a&gt;) acrescenta: «(...) é, de qualquer modo, falso que, se um ser tem potencialmente um direito, então tem, efectivamente, esse direito. Enquanto cidadão português, sou potencialmente presidente da República; o presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas; no entanto, daí não se segue que eu seja agora o Comandante Supremo das Forças Armadas».&lt;br /&gt;Do lado do Sim, insiste-se nas condições sócio-económicas das mulheres desfavorecidas e na realidade dos números, apesar da lei proibitiva. São razões fracas, que pecam por circularidade. Porque do facto dos cidadãos carenciados terem menos condições para contratar um assassino não resulta que o Estado deva disponibilizar um serviço grátis de gangsteres ao domicílio. Assim como do facto de existirem ladrões, apesar da lei proibitiva, não se infere que o roubo deva ser legalizado. Note-se que esta contestação aos argumentos do Sim, não implica uma equivalência moral dos exemplos. Apenas se pretende mostrar que, nos casos expostos, a sustentabilidade da argumentação é difícil, se não impossível.&lt;br /&gt;Nada disto é novo. O aborto nunca foi um facto pacífico. No Ocidente, durante a Antiguidade, a sua regulamentação, regra geral, apenas tinha em conta os interesses masculinos e, consequentemente, só era punível quando estes eram lesados: «Estigmatizado como sinal de decadência dos costumes ou visto como atentado à ordem familiar e social, o aborto é considerado uma manifestação de inaceitável autonomia feminina» (in História do Aborto, Giulia Galeotti, Edições 70, 2007). Pelo menos até ao século XVIII, o aborto é encarado como um assunto de mulheres. Rodeado de insondáveis mistérios, à semelhança de tudo quanto dizia respeito ao segundo sexo: não por acaso, durante o longo período da «caça às bruxas», que vai do século XIV ao XVII, uma das acusações mais recorrentes é a das práticas abortivas.&lt;br /&gt;Com o cristianismo a impor-se como religião do Estado, o aborto ganhará o estatuto de «crime abominável», um pecado que atenta contra a acção criadora de Deus, destruindo uma criatura que Lhe pertence. Apesar deste princípio geral, a posição sobre o momento em que o feto passa plenamente a pessoa não será unânime. Embora contrário ao aborto, é Santo Agostinho quem avança com a posição mais tolerante, alicerçada na teoria da animação diferida, que faz atrasar o aparecimento da alma em relação ao momento da concepção: «não é homicida quem provoca o aborto antes da infusão da alma no corpo», sugerindo-se que esta surge nos rapazes aos 40 dias e nas raparigas aos 80. A polémica atravessará séculos: em 1558, o Papa Sisto V publica a bula Effraenatam, que condena à excomunhão todos os que provocarem o aborto, sem fazer distinção entre feto animado ou não animado. Em 1591, Gregório XIV retoma a posição agostiniana. Em 1679, Inocêncio XI vem reafirmar que o nascituro é pessoa desde o momento da concepção… Como se vê, a discussão sobre o estatuto do zigoto, do embrião e do feto (embora sob outros nomes) é coisa antiga.&lt;br /&gt;A ciência acabaria por ser chamada à colação, na medida exacta em que se interessa cada vez mais pelos segredos da vida intra-uterina. Quando, em 1762, Charles Bonnet propõe, em defesa do preformismo, que qualquer organismo já contém em si os futuros seres pré-formados a que dará origem, o naturalista suíço crê estar, não só a contribuir para o avanço da ciência como a confirmar a Génese bíblica. De acordo com o preformismo, desde o momento da concepção, ou o espermatozóide transporta em si um «homunculus», (animaculismo), ou este já está contido no óvulo (ovismo). A polémica entre preformismo e epigénese – hipótese proposta em 1759 pelo embriologista alemão Kaspar Friedrich Wolff, que, ao invés de Bonnet, defendia que as novas estruturas se iam formando progressivamente – foi um dos debates intelectuais mais acesos do século XVIII, só resolvido com a teoria celular, já no século seguinte.&lt;br /&gt;Para todos os efeitos, é interessante sublinhar que então, como agora, as posições contrárias ao aborto, mesmo quando assentes em princípios religiosos mais ou menos assumidos, nunca deixaram de tentar credibilizar-se através da ciência. Vejam-se, por exemplo, as declarações actuais de Nuno Vieira, da Plataforma Não Obrigada, um dos muitos portugueses católicos que responderam à chamada do bispo de Leiria para ir a Fátima «celebrar a vida», esclarecendo que o movimento a que pertence está empenhado em dotar a sua campanha de «dados científicos», procurando utilizar uma «linguagem moderada e esclarecedora».&lt;br /&gt;Se a religião sempre se pronunciou sobre o aborto, e também a ciência viria a intervir no debate, caberá ao Estado e ao Direito legislar sobre o tema. Aquilo a que alguns autores, nomeadamente Elisabeth Badinter, chamaram «a invenção da maternidade», ideia romântica que começa a propagar-se em finais do século XVIII e que desenha uma mulher plenamente realizada no seu papel de mãe, toda ela bondade e sentimentalismo, cruzar-se-á com os desígnios do poder político, que, pela primeira vez, irá defender o feto, agora não por motivos de fé mas por razões de Estado. A demografia torna-se ideologia (então, como agora, era necessário fazer aumentar a natalidade), a maternidade é explicitamente regulamentada e o aborto voluntário declarado contrário ao patriotismo nascente. Em 1810, o artigo 317 do Código Penal francês é claro: «Quem provocar aborto de uma mulher grávida com ou sem o seu consentimento (...) é punido com prisão». Em Portugal, o Código Penal de 1886 considera o aborto ilícito em todas as situações e, já no século XX, a tendência mantém-se, embora o Projecto da Parte Especial do Código Penal de 1966, do Prof. Eduardo Correia, previsse, como excepção, o aborto terapêutico (acrescente-se, a título de curiosidade, que a tese apresentada por Álvaro Cunhal em 1940 para o exame de 5º ano da Faculdade de Letras de Lisboa versava o tema: O Aborto - Causas e Soluções, Campo das Letras,1997). O que se verifica, portanto, é que após séculos a tecer, como Penélope, no recato das casas, as mulheres e, consequentemente, a maternidade, ganham uma exposição cada vez maior no espaço público, com todas as consequências daí decorrentes.&lt;br /&gt;A grande alteração ao estado das coisas – tendencialmente repressivo da IVG (em França, por exemplo, em 1942, o aborto é considerado «crime contra o Estado» e sujeito à pena capital – ficará tristemente célebre o caso de ááMarie-Louise Giraud, guilhotinada a 9 de Junho de 1943 por práticas abortivas)áá – dar-se-á com a introdução, na década de 70, do argumento que pugna pelo «direito das mulheres ao seu próprio corpo». E, embora hoje em dia, este pareça ser um argumento em desvantagem na discussão, a sua consistente defesa pela filósofa Judith Jarvis Thomson em 1971 continua a ser uma referência inultrapassável (ver A Ética do Aborto, organização e tradução de Pedro Galvão, Dinalivro, 2005).&lt;br /&gt;A grande viragem (mesmo se, já desde 1967, a legislação britânica fosse bastante tolerante na matéria) ocorre em 1970, quando, nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal, no caso Roe versus Wade, decide a favor de a mulher poder escolher interromper a gravidez. Segundo Ronald Dworkin, especialista em filosofia do Direito, o que estava então em causa não dizia respeito «ao problema metafísico da pessoa do feto ou teológico da sua alma, mas sim ao problema jurídico de o feto ser ou não ser uma pessoa do ponto de vista constitucional» (in História do Aborto). E se Jane Roe dá hoje voz aos chamados movimentos Pró-vida, a decisão continua a fazer lei, apesar da insistência de George W. Bush em atribuir personalidade jurídica ao feto.&lt;br /&gt;As palavras de Ronald Dworkin poderão, eventualmente, agradar a Paula Teixeira da Cruz. Afinal, colocar a questão do aborto em termos absolutos de vida ou de morte, não parece estar a levar a lugar nenhum, apresentando-se a própria comunidade científica dividida quanto ao assunto. Sendo, contudo, irrecusável, que no debate sobre a IVG, seja ela encarada sob o prisma do Direito ou da Saúde Pública, se introduz um irrecusável problema moral, dificilmente a discussão ética poderá ser varrida para debaixo de tapete.&lt;br /&gt;O caso ocorrido na Irlanda em 1992, que envolveu uma adolescente grávida que ameaçou suicidar-se se não lhe fosse permitido interromper a gravidez, talvez seja exemplo suficiente para percebermos os limites do que está em causa. Sendo a Irlanda, juntamente com Portugal, Polónia e Malta, dos países europeus com legislação mais repressiva na matéria, o Supremo Tribunal irlandês levantaria a interdição da jovem se deslocar ao estrangeiro, e esta pôde abortar em Inglaterra. Ora isto, independentemente da posição de cada um sobre a moralidade do aborto, deixa-nos perante a questão mais radical de todas: como obrigar uma mulher grávida que não quer ser mãe a sê-lo? O que nos conduz a uma segunda pergunta: até onde pode o Estado interferir nas decisões individuais dos seus cidadãos? É que, independentemente de concordarmos ou não com o argumento do «direito ao corpo», independentemente de aceitarmos ou não a existência de um conflito de interesses entre o estatuto da mulher e do feto, e, até independentemente de nos colocarmos de um lado ou de outro, o que é inegável é que a Natureza atribuiu à mulher o poder da maternidade. Enquanto assim for, não há legislação que possa mudar esse facto.&lt;br /&gt;Ana Cristina Leonardo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-117067355905962243?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117067355905962243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117067355905962243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2007/02/efeitos-secundrios.html' title='Efeitos secundários'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-117025407643597768</id><published>2007-01-31T14:30:00.000Z</published><updated>2007-01-31T14:34:36.466Z</updated><title type='text'>A pedido de várias famílias...</title><content type='html'>Talvez à média de uma por semana, são já várias as mensagens para a caixa do Esplanar ou para a minha que perguntam/exigem que também aqui ocorra a retoma. As respostas têm seguido directamente, mas para economizar tempo e prevenir repetições, convém explicar algumas coisas.&lt;br /&gt;O Esplanar tem dois nomes. O João Pedro, por motivos que me explicou e que eu compreendo (e mais não digo porque ele escolheu não o fazer), deixou de escrever. Eu nunca quis um blog, e se continuasse a escrever fá-lo-ia noutro, de raiz. Sem o João Pedro o Esplanar não faz sentido e, quanto a mim, agora que passou a circunstância que nos juntou aqui, não sinto falta de blogs. Até porque, como disse antes de escrever no Esplanar e mantive durante, a blogoesfera é acima de tudo prolongamento de um espaço mediático cada vez menos público. O público assim o quer, e nem sequer a menção a públicos diferenciados me parece ainda relevante para diferenciar ‘nichos’. E o cansaço faz o resto. Nem eu nem o João Pedro damos importância ao caso para decretar o fim de actividades – nem prometemos não voltar, bem entendido.&lt;br /&gt;Dito isto, fico sempre surpreso, pela positiva, quando chegam as perguntas/desafios. E como tenho notado que, sejam elas de cá ou do Brasil, costumam ser de leitores que também escrevem (profissionalmente ou não, pouco importa), devolvo o convite. Sem um único órgão de comunicação em Português que me apeteça seguir diariamente, por que não fazer um jornal num blog? Levar o modelo do 5Dias até algo novo, talvez com sete pessoas a escrever, todas, diariamente (uma média de dois posts cada, digamos). Todos teriam de tocar vários instrumentos (política, cultura, desporto, etc.), sem repetir o mainstream nem praticar o jogo das citações e salamaleques cruzados. Perder tempo com canalhas ou anónimos nem vale a pena referir, espero. Só factos e argumentos. 14 posts por dia assim valiam mais do que qualquer dos nossos jornais, não vos parece?&lt;br /&gt;Para quem sente a falta do Esplanar aqui fica o desafio. Falo por mim, não pelo João Pedro, mas comprometo-me: se se juntarem seis, não deixarei se ser o sétimo. Repito que continuo a não esperar milagres de qualquer meio, electrónico ou outro, nem a alimentar expectativas a respeito do interesse do público ou do mercado em algo como o que descrevo, por isso ando (como nunca deixei de fazer) a exercitar-me noutros formatos e línguas. Mas como gosto das vossas notícias, aqui fica mais este post. E obrigado.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-117025407643597768?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117025407643597768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/117025407643597768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2007/01/pedido-de-vrias-famlias.html' title='A pedido de várias famílias...'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-116551104840521880</id><published>2006-12-07T17:01:00.000Z</published><updated>2006-12-07T17:04:08.433Z</updated><title type='text'>Silêncios (post por encomenda)</title><content type='html'>Há silêncios diferentes uns dos outros. Quase sempre desistências, nem isso os aproxima. Dois grupos, facilmente separáveis: os que calam por conveniência e os que calam por desinteresse.&lt;br /&gt;No primeiro, e para não sair de Portugal (mesmo visto à distância), os que perguntavam pelo MIT; os que explicavam o génio de destruir Arafat e inventar a democracia pelas armas no Médio Oriente; os que gritavam contra Israel e o ocidente mas não se interessam pela nova guerra civil no Líbano apesar (até por causa) da «força» da ONU; os que falam em censura na RTP mas não clamam pela intervenção de quem de direito; os que percebiam imenso de futebol em Agosto e Setembro; os que não perdem tempo a saudar a «crítica» anónima ordinária até perceberem que não estão a gabar quem pensam; etc., etc. Precisam tanto do silêncio para continuar sempre na mesma, sempre a escrever mais depressa do que pensam, que até apagam as referências aos outros.&lt;br /&gt;Os outros escreveram a tempo. E não precisam de se repetir.&lt;br /&gt;Moral da história: quem precisa, cala-se, de preferência fazendo muito ruído para entreter e continuar. Quem não precisa, cala, por saber que em Portugal ter razão antes do tempo é o menos; não se pode é querer saber da razão, isso é insuportável para os que dispõem sempre da razão no tempo certo, o deles.&lt;br /&gt;Mas escreva sempre, Cláudia&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-116551104840521880?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/116551104840521880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/116551104840521880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/12/silncios-post-por-encomenda.html' title='Silêncios (post por encomenda)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-116384977308220605</id><published>2006-11-18T11:34:00.000Z</published><updated>2006-11-18T11:36:13.116Z</updated><title type='text'>Sottomayor Cardia</title><content type='html'>Adeus.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-116384977308220605?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/116384977308220605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/116384977308220605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/11/sottomayor-cardia.html' title='Sottomayor Cardia'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115977671428256437</id><published>2006-10-02T09:11:00.000+01:00</published><updated>2006-10-10T14:46:53.066+01:00</updated><title type='text'>Na Prelo 2</title><content type='html'>Não gosto de misturar coisas tão diferentes como a &lt;em&gt;Prelo&lt;/em&gt; e o Esplanar, mas já tinha dito que iria escrever sobre estes dois livros aqui e falta-me tempo para criar algo de raiz. Ficam amostras (anteriores à revisão de texto) do que está na revista.&lt;br /&gt;O primeiro foi mencionado várias vezes e, tal como as Obras de Aristóteles que o seu autor organiza na INCM, tem passado em silêncio, o que só comprova o que tenho escrito sobre crítica, moda e afins.&lt;br /&gt;«António Pedro Mesquita, &lt;em&gt;O Pensamento Político Português no século XIX,&lt;/em&gt; INCM Lisboa, 2006, 570 pp.&lt;br /&gt;Este longo estudo de António Pedro Mesquita constitui a nosso ver o mais original e bem sucedido trabalho publicado nos últimos anos sobre o século XIX português. E dizemos século XIX por, apesar de o seu foco ser o pensamento político, nunca nele a política se encontrar reduzida a intrigas palacianas ou a uma romanesca sucessão de factos, ainda que tudo isso seja mencionado. Pelo contrário, como o autor começa por esclarecer (no Preâmbulo e em Parte I, capítulo 1) com este trabalho vemos suprida a carência até aqui apenas demasiado evidente de uma abordagem filosófica as correntes mais características do nosso século XIX (este livro revê e amplia o contributo de A. P. Mesquita para o quarto volume da &lt;em&gt;História do pensamento Filosófico em Portugal&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt; publicado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa e pela Caminho). E por perspectiva filosófica entenda-se um estudo dos documentos em que as doutrinas e ideologias do período se encontram, remetendo a informação biográfica para uma função ancilar e evitando exibir simpatias e antipatias estranhas por definição ao trabalho da análise (o que não impede, bem pelo contrário, que a escrita sempre formal e contida de A. P. Mesquita seja pontuada por notas de humor e comparações com outros dados da história portuguesa, sobretudo recente).&lt;br /&gt;A falta que esta análise faz à historiografia portuguesa é, ou deveria ser, evidente. Sem ela, termos como «liberalismo», «reacção» ou «republicanismo», tão frequentes nos estudos sobre este período carecem de sentido, e, como escreve o autor limitam-se a transpor para a realidade portuguesa conceitos que nela não iluminam antes confundem. Sem surpresa, António Pedro Mesquita entende ser preciso começar o seu percurso com uma breve (para as dimensões do livro) referência ao pensamento político do século XVIII português (citando o estudo de José Esteves Pereira, também na INCM, &lt;em&gt;O Pensamento Político Português no século XVIII&lt;/em&gt;), para melhor enquadrar o leitor mais desatento na realidade da modernidade portuguesa. Esta é singularmente problemática o que se encontra bem nítido no cariz simultaneamente iluminista e autoritário da acção política do Marquês de Pombal, dando aliás origem a uma relação problemática dos liberais do século XIX com o grande reformista do século anterior. E «os liberais», aqui, são realmente vários: a primeira parte do livro intitula-se literalmente «Os Liberalismos» por distinguir sistematicamente (um termo muito adequado à escrita bem organizada e clara do autor) o liberalismo entre «reformismo» e «democratismo», ambos liberais mas com uma série de divergências relevantes o suficiente para o primeiro se perder com a passagem do século e o segundo evoluir para o republicanismo que, juntamente com o socialismo (este, na verdade, outro plural), constitui o tema da terceira parte do volume. Pelo meio, a segunda parte dedicada à «contra-revolução» não constitui tanto um estudo de uma alternativa a estas correntes pós-revolucionárias como a documentação da falta de tal alternativa, deixando bem documentado o mero conservadorismo sem soluções dos seus proponentes.&lt;br /&gt;Ora tudo isto contribui para instalar em pleno século XIX uma «questão política», no sentido amplo e não especializado do termo, já bem conhecida dos estudiosos do século XX e, igualmente, dos séculos XVII e XVIII: a da modernidade portuguesa como experiência cultural em contraste com a da generalidade da Europa (e a Europa das Luzes bem o percebeu). Noções como liberalismo, contra-revolução ou socialismo reportam a uma experiência social (política, portanto, num sentido maior do que o da ciência política) complexa que em Portugal só muito parcial, deficitária e tardiamente se produziu. Pelo que, como António Pedro Mesquita sobriamente vai notando a respeito dos nossos liberais, reaccionários, socialistas, republicanos e anarquistas, os contributos teóricos (pois que é desses que a perspectiva filosófica se ocupa) dos autores portugueses para as doutrinas que defendem são quase sem excepção extremamente pobres. Para dar apenas um exemplo, em poucos lugares como neste livro palavras tão severas, mas tão equilibradas, sobre o pensamento político de Antero terão sido escritas sem intenção depreciativa. E se em Portugal o liberalismo fez o século XIX, como sucedeu na Europa ocidental em geral, isso não significa que o tenha feito do mesmo modo; pois criar instituições e leis não foi o bastante para suprir a falta da cultura liberal que na Europa se formou ao longo dos dois séculos anteriores (e, com ela, a classe média que ainda hoje nos falta), enquanto em Portugal a sociedade dual persistia incólume. O nó górdio da modernidade portuguesa encontra-se neste problema, cremos, e António Pedro Mesquita ilustra-o com felicidade ao dedicar aos liberalismos a parte de leão do seu trabalho.&lt;br /&gt;[…]»&lt;br /&gt;Este, já o referi, em troca de galhardetes com o Eduardo Pitta, há mais tempo.&lt;br /&gt;«Francis Fukuyama, &lt;em&gt;A Construção de Estados&lt;/em&gt;, Gradiva, Lisboa, 2006, 145 pp.&lt;br /&gt;Não deve haver melhor explicação para o discreto acolhimento entre nós desta boa tradução (de F. J. Azevedo Gonçalves) de um livro ainda recente (2004) de um dos mais influentes cientistas sociais e analistas políticos do mundo do que a sua pertinência. Em menos de 150 páginas não deve haver em Português melhor discussão, nem mais actualizada, do que esta sobre assuntos «quentes» já na teoria, já na prática política, como o Estado (tema da primeira parte do livro), a administração pública (tema da segunda parte) e o Direito internacional (terceira parte). E em meios pequenos e tendencialmente fechados, com reprodução de ideias simples como se fossem enormes novidades, um trabalho acessível, metódico e imparcial como este transtornaria muitas «caixinhas» fáceis de arrumar (a começar com a classificação do autor, tratado quer por detractores quer pelos restantes como se fosse apenas mais um «neocon», que nunca foi e com os quais, desde há três anos, decididamente rompeu).&lt;br /&gt;A primeira parte, «As dimensões perdidas do Estado» é um clarificador exercício de história e teoria da ciência política em torno de um dos seus temas maiores, a definição do âmbito das funções do Estado e a capacidade deste para as cumprir. Longe dos lugares comuns inconsequentes do Estado «máximo» ou «mínimo», Fukuyama nota como as diversas opções quanto ao âmbito das funções do Estado na sociedade são legítimas, sempre em função de procedimentos que cada vez mais são os democráticos liberais, mas salienta como é a capacidade do Estado para exercer competentemente as suas funções que define os bons regimes, «Estados fortes» (cf. p. ex., pp. 32/3). Fora, portanto, da gritaria sobre o neo- e o anti-liberalismo (sobre isto, ver em particular pp. 18/9), Fukuyama acentua a centralidade das instituições dentro da vida social, na linha do que já fizera em trabalhos anteriores (pelo menos desde Confiança, também traduzido pela Gradiva).&lt;br /&gt;A questão está contudo, em o conhecimento sobre boas instituições não ser facilmente transferível de uma sociedade para outra, variando mesmo consoante o tipo de instituição em causa. Além disso, mesmo uma boa instituição pode ficar sem procura social, o modelo económico do mercado não se aplica aqui sem muitas reservas. Daí que a segunda parte do livro, «Os Estados fracos e o buraco negro da administração pública» não se centre na pluralidade de formas de organização das instituições tanto no sector privado como no público, não permitir identificar uma única como óptima em detrimento das restantes. Os vários casos identificados pelo autor (Portugal não surge, mas Timor-Leste sim) são bem reveladores da necessidade de, em vez de reclamar mais ou menos Estado, se atender à cultura local, às instituições que nela actuam e, a partir desse trabalho, os modos de reformar as instituições que se revelem mais eficazes, sem pretender generalizar (e, igualmente, sem pretender importar modelos oriundos de tempos e culturas diferentes daquela em que se intervém). Este trabalho, como Fukuyama nota (p. ex., p. 57), opta por uma tradição sociológica (largamente weberiana, ainda que modificada) em detrimento da predominância da economia na teoria social durante as décadas de 1980 e 1990. Isto não é negar vaidade à Economia, mas privilegiar um entendimento dela diverso do da «ciência-raínha» cuja quantificação soluciona qualquer problema de modo automático (o diálogo com Hayek é sobre isto muito relevante). Reencontramos, de novo, temas já presentes noutros trabalho de Fukuyama, como a margem de «decisionismo» subsistente nas nossas democracias (cf. pp. 83/5), e toda a argumentação procede por salientar as diferentes ênfases que processos de reforma podem conhecer, que devem conhecer.&lt;br /&gt;[…]»&lt;br /&gt;CL &lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115977671428256437?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115977671428256437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115977671428256437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/10/na-prelo-2.html' title='Na Prelo 2'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115970786103111647</id><published>2006-10-01T14:04:00.000+01:00</published><updated>2006-10-01T14:10:10.076+01:00</updated><title type='text'>«Novidade» editorial</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/adolfocasaismonteiro01.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/adolfocasaismonteiro01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; «De entre as muitas modas literárias, destaco duas: a de se querer ser da nossa época e a de não se querer ser de época nenhuma. Ah! como são numerosos os livros marcados com este ferrete: o «querer ser»! Defesa dos falsos artistas, a &lt;em&gt;vontade&lt;/em&gt; de ser isto ou aquilo serve para mascarar de intenções a pobreza da realização. «Nós queremos que a arte seja»; «nós não queremos que a arte seja, etc….» E por aí fora, dos manifestos anunciadores às obras, num sem fim de voluntarismos. Ora, querer ser é a melhor maneira de não chegar a ser.» (Adolfo Casais Monteiro, &lt;em&gt;De Pés Fincados na Terra&lt;/em&gt;, p. 69).&lt;br /&gt;A Imprensa Nacional, nas Obras Completas de Adolfo Casais Monteiro, lança em Outubro &lt;em&gt;De Pés Fincados na Terra&lt;/em&gt;. Um dos melhores livros de crítica literária alguma vez publicados entre nós, esgotado há décadas, do melhor crítico literário português do século XX (coisa diferente de se ser influente, conhecido ou reconhecido). Como escrevi o prefácio, que me honra mas que sai diminuído pela comparação com os textos de Casais, prefiro não me alongar. Estou certo que a crítica, jornalística, académica, especializada, etc., irá dar o devido destaque ao caso. Como é normal.&lt;br /&gt;CL&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115970786103111647?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115970786103111647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115970786103111647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/10/novidade-editorial.html' title='«Novidade» editorial'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115957263205827181</id><published>2006-09-30T00:27:00.000+01:00</published><updated>2006-09-30T00:31:25.146+01:00</updated><title type='text'>Azul e branqueado</title><content type='html'>É curioso como o alegado aviso de «fonte» da PJ a Pinto da Costa sobre as desventuras do Apito mereceu tão poucas notícias (até uma multa ao autocarro do Sporting em Moscovo teve mais destaque). Também, se desse para mais, o sempre atento Público (órgão oficial do Pintismo) descobria logo mais um caso nessa outra grande instituição que é o Glorioso. Mas, tal como está, prefere «analisar» derrota do Porto em Londres culpando Adriaanse… Entre tantos outros casos, desde os treinadores que eram maus em Lisboa mas bons no Porto (Ivic, Robson) até aos argumentos imbatíveis contra Scolari («Baía é Baía e está tudo dito»), ocorre-me uma entrevista que o Público foi fazer a Espanha a um árbitro que, há anos, não marcou penalty a favor do Porto nuns mergulhos nas Antas em jogos europeus: «V. marca poucos penalties também em Espanha»; «acha poucos?»; «Não sei, não vi os jogos»; «Então…». E depois ainda falam mal dessa fonte de entretenimento que são os diários desportivos, pelos vistos foi preciso que o Record o admitisse para os leitores perceberem que qualquer semelhança com jornalismo é pura coincidência.&lt;br /&gt;Cada vez gosto mais de ser do Sporting, apesar de a equipa passar anos sem ganhar nada.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115957263205827181?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115957263205827181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115957263205827181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/azul-e-branqueado.html' title='Azul e branqueado'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115952496477032114</id><published>2006-09-29T11:11:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T11:16:04.800+01:00</updated><title type='text'>De uma homenagem (por vir)</title><content type='html'>«Assim, para navegarmos para o futuro – no limiar em que nos achamos, defronte ao mar alto −, teremos de nos entregar à tarefa que o sonho é.  Demasiado ricas em hermenêuticas redutoras, as épocas modernas esqueceram o método que facilita o acesso e o recurso à fantasia. Do sonho, as psicologias conservaram o meio de libertar as almas dos cuidados que as atulham – mas carregando-as do peso existencial de um passado que se resume em infâncias irremediáveis e em lutos indefinidos. No que toca ao devaneio (segundo a diferença clássica entre &lt;em&gt;rêve&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;rêverie&lt;/em&gt;, a partir da definição de uma vigília estritamente oposta ao sono), as instituições sociais interessam-se apenas pela sua instabilidade e irresolução, que exploram, manipulando-as. O subconsciente, que é o estrato próprio do devaneio, está exposto à sedução dos esterótipos e a uma homogeneização das aspirações de que a publicidade, por exemplo, é um instrumento eficaz.» (Fernando Gil, &lt;em&gt;Acentos&lt;/em&gt;, p. 327).&lt;br /&gt;Não concordo com tudo, mas é bom um repto aos blogs sobre psicologia. E para todos os outros também.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115952496477032114?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115952496477032114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115952496477032114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/de-uma-homenagem-por-vir.html' title='De uma homenagem (por vir)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115944131400557755</id><published>2006-09-28T11:46:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T12:01:54.093+01:00</updated><title type='text'>Contos largos...</title><content type='html'>Pouco importa que, no original mozartiano, não constem os mesmos intervenientes que surgem na suprimida encenação de agora, ou que ela já tenha sido encenada em 2003. Do que se trata é da crise do liberalismo, tal como foi aqui discutido no Verão: não apenas, nem sobretudo, como doutrina política ou económica, não estritamente como conjunto de instituições sociais específicas, mas como cultura progressista e emancipatória da sociedade civil, livre de interferência de outros poderes. Depois de décadas de cedências, transformando a luta activa pela tolerância num tolerantismo informe, sempre em nome do «respeito» que falta a quem faz ameaças (católicos, muçulmanos, hindus, etc.), a Europa liberal da qual só marginal e deficientemente fazemos parte encolhe-se agora perante ameaças &lt;em&gt;anónimas&lt;/em&gt;. Não é tão distante de nós como pode parecer, agora que a Igreja oficialmente faz a apologia dos Direitos Humanos, a despropósito, enquanto apela aos leigos para fazerem o resto do trabalho, como já aqui se referiu (no post «A seguir», de 30 de Agosto)...&lt;br /&gt;Estranho é ver &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;quem&lt;/a&gt; gosta de gritar pelo liberalismo, e quem apoiou a conversão do canal 2 à «sociedade civil», indignar-se com os documentários cretinizantes que este agora emite. A sociedade civil só pode emitir se emitir as opiniões de que gostamos? Rico liberalismo fundamentalista!&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115944131400557755?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115944131400557755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115944131400557755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/contos-largos.html' title='Contos largos...'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115940449903876471</id><published>2006-09-28T01:45:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T01:48:19.070+01:00</updated><title type='text'>Tentativa de 'distinguo'</title><content type='html'>«O desejo de saber tende a ser submergido por uma avalancha de informações de que os indivíduos se arriscam a ser simples retransmissores, num sistema sempre mais vasto de comunicação neutralizada (qual será o futuro da Internet que poderá ir contra esta tendência? Perfila-se já no horizonte a ideologia de um dandismo electrónico… mas também o dandismo é dado a poucos).» (Fernando Gil, &lt;em&gt;Acentos&lt;/em&gt;, p. 329)&lt;br /&gt;Antes de nova indignação geral por causa do cancelamento de uma ópera de Mozart em Berlim, devido a ameaças anónimas de represálias, convém sublinhar que esta pressão não foi feita em nome de Estados ou de organizações reconhecidas, pelo que não é da mesma ordem de gravidade que os cartoons ou a celeuma em torno do discurso de B16. Nem por isso é mais aceitável, claro, e, quer se aceite a decisão da Ópera quer não, é ocasião para observar que a moderação (religiosa em geral, não apenas islâmica) consiste em mais do que não fazer ameaças, requer que não se seja conivente, mesmo que apenas por inacção, com quem as faz.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115940449903876471?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115940449903876471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115940449903876471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/tentativa-de-distinguo.html' title='Tentativa de &apos;distinguo&apos;'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115935816691771238</id><published>2006-09-27T12:52:00.000+01:00</published><updated>2006-09-27T21:34:02.693+01:00</updated><title type='text'>Darfur update</title><content type='html'>Segundo se lê &lt;a href="http://contemplamento.blogspot.com"&gt;aqui,&lt;/a&gt; e por sua vez baseando-se no The Independent, parece que até ao fim do ano a situação no Darfur permanecerá sem novo agravamento. Do mal o menos. E concordo, é de facto notável tão poucas notícias sobre o caso, quando situações muito menos graves são tão mais comentadas, pense-se no caso Israel-Líbano.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Link refeito, graças a &lt;a href="http://womenageatrois.blogspot.com"&gt;shyzsogud (neighbour)&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115935816691771238?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115935816691771238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115935816691771238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/darfur-update.html' title='Darfur update'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115926626284740163</id><published>2006-09-26T11:24:00.000+01:00</published><updated>2006-09-26T11:27:29.953+01:00</updated><title type='text'>Apenas uma</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/Image0157.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/Image0157.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma imagem de apenas uma das exposições a não perder na Gulbenkian.&lt;br /&gt;CL &lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115926626284740163?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115926626284740163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115926626284740163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/apenas-uma.html' title='Apenas uma'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115917972116502762</id><published>2006-09-25T11:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T11:22:01.233+01:00</updated><title type='text'>Tendência feminina</title><content type='html'>Na última Sexta, uma das peças que acompanharam a conversa de Alberto Pimenta com Paula Moura Pinheiro foi sobre hip hop. De acordo com a peça, corroborada por «especialista em hip hop» (e porque não?!), este começou por ser uma arma de contestação da cultura negra ao racismo e, depois, passou a exprimir o sexismo da cultura americana. A falácia é óbvia mas vale a pena prestar-lhe atenção. A mudança do sujeito do hip hop, dos negros para a sociedade americana, esconde o óbvio: o hip hop permanece ligado à cultura negra e o sexismo é dela (e também lá está desde os primórdios).&lt;br /&gt;Pouco importa que a mulher seja mais livre na sociedade americana do que em qualquer outra, e que o sexismo nela exista como em todas (quem gostar de relíquias pode procurar nos alfarrabistas &lt;em&gt;America the beautiful&lt;/em&gt;, de Fidelino de Figueiredo). O que importa é desviar o olhar do facto de ser entre a minoria negra que esse sexismo é mais gritante e primário, o que já originou, aliás, tensões explícitas entre os conservadores (sobretudo religiosos) dessas comunidades e os rappers. Devemos concluir que as «bitches» de 50 cent são obrigadas a bambolear-se nos clips ou que, coitadinhas, Lil’Kim e as já velhotas Salt’n’Pepa não sabem o que dizem… A boa sociedade assume o fardo de as julgar inconscientes, para melhor salvaguardar a culpa do homem (branco). Pena é que seja essa cultura estreita e boçal a emblemática, muito mais que (por exemplo) qualquer daisy age de uns De la soul – e também estes já fizeram clips no «car wash», afinal. Mas note-se: emblemática da cultura do gueto, não da cultura americana.&lt;br /&gt;Tudo isto levou a conversa do programa para longe, sem necessidade. Qualquer homem com o mínimo de idade não tem como não reparar no prazer que a mais comum das mulheres tem em, mais do que se tornar atraente aos olhos dos homens, se mostrar indubitavelmente mais atraente para eles do que a mulher do lado. O grau de mesquinhez e venalidade que atingem no processo é mesmo tão surpreendente que só pode resultar de uma imaginação muito bem trabalhada nesse sentido. Habituadas a viver em sociedades de liberdades individuais, essencialmente não sexistas, as «nossas» mulheres agem como se essa permanente estimulação libidinal fosse natural e neutra. Mas não é, nunca foi, e inevitavelmente lembram-se disso quando se encontram, caricaturadas, em clips. «Aquelas» fazem mais do que mostrar as glândulas mamárias no decote, soltam-nas. Em qualquer caso não será assim por muito mais tempo, a pornografia entra já nos hábitos femininos mainstream – como na Sexta bem se viu num outro apontamento do programa, sobre esse símbolo de emancipação da mulher branca que foi (até se arrepender e converter) Linda Lovelace.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115917972116502762?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115917972116502762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115917972116502762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/tendncia-feminina.html' title='Tendência feminina'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115909150317632883</id><published>2006-09-24T10:44:00.000+01:00</published><updated>2006-09-24T10:51:43.206+01:00</updated><title type='text'>Uma tendência (psico)lógica</title><content type='html'>A notícia da morte de Bin Laden, supostamente causada por febre tifóide, pode ser falsa, mas tem algo mais que se lhe diga do que o tom de justiça poética de uma morte tão desejada se dever a uma doença tão reles.&lt;br /&gt;A morte, hoje por febre, tal como, ontem, por insuficiência renal, surge destituída de conotações políticas: assim, não teria sido morto «por nós». Teria sido algo «natural», insusceptível portanto de fazer desabar sobre o nosso mundo mais vinganças imprevisíveis e, por isso, incontroláveis. Esta vontade de neutralizar o carácter definitivo da morte, de o tornar asséptico de modo a o tornar inócuo surge na morte de Bin Laden na sua forma mais literal, mas nem por isso é a mais interessante.&lt;br /&gt;As teorias da conspiração sobre o 11 de Setembro são, a este respeito, o mais relevante do ponto de vista cultural. A «má fé» de que falavam Fernando Gil e Paulo Tunhas em &lt;em&gt;Impasses&lt;/em&gt;derrama-se aí com uma inconsciência sublime: a vontade de reduzir a barbaridade daquelas mortes a uma «teoria», ainda que conspirativa, a vontade de evitar o estrangeiro radical e transferir a responsabilidade por aquilo para o nosso lado (a conspiração interna, a inacção do governo, até a «culpa histórica»), a vontade de dar um sentido mundano e familiar (o dinheiro ou o petróleo) àquilo que é da ordem do sem sentido (logo, inegociável), tudo isso releva de uma vontade de salvaguarda do indivíduo habituado a ser indiferente à História face à impossibilidade de viver com a realidade que se abateu sobre ele. Com todas as suas incongruências, as teorias da conspiração são ainda assim, porventura assim mesmo, de uma lógica quase sem falhas, uma lógica de autodefesa de um psiquismo primário, que prefere como causa do mal absoluto a vulgaridade do seu mundo à estranheza do desconhecido.&lt;br /&gt;Claro que os amantes de boas, elaboradas, teorias da conspiração só podem depreciar as «teorias alternativas», elas são de facto incrivelmente toscas. Sucede que elas não são tanto fenómenos da razão como da vontade, ilustram bem como a vontade é subterrânea à razão e a submete para melhor permitir a quem assim se auto-ilude continuar a viver como habitualmente no mundo moderno a que não se vai deixar, em qualquer caso, de pertencer. O anti-americanismo militante (face real do anti-bushismo) é tão só um sintoma, sem comparação com o anti-semitismo de outros tempos. Insultar de estúpidos ou falhos de carácter os adeptos de tais teorias é simplesmente não perceber a função psicoterapêutica que têm essas «alterverdades» (julgo ter acabado de inventar este neologismo, mas provavelmente estou enganado).&lt;br /&gt;Isto mesmo permite também perceber o motivo de a ameaça do fundamentalismo terrorista islâmico às nossas sociedades ser objecto de «forclusão», ao contrário do que sucedeu com a ameaça totalitária soviética. É que, como a Guerra Fria demonstrou, o mundo soviético era ainda algo com o qual se podia dialogar, isto é, sendo totalitário era ainda assim moderno, não se auto-excluía de uma racionalidade imanente à existência histórica. Face a ele uma resistência era pensável e exequível. Face ao irredentismo terrorista, o homem tardo-moderno, niilista passivo, prefere a negação até ao ponto da auto-negação, a confrontar-se com um inimigo exterior à lógica do seu mundo. Fernando Gil, nos textos de controvérsia depois de 2001, distinguiu aliás em várias ocasiões o «perigo vermelho» do islamismo radical através dessa dimensão racional que o primeiro manteve, descendente que foi das altas esperanças emancipadoras e progressistas do pensamento de Marx (sem hífen para Lenine). Entre a democracia liberal e o totalitarismo soviético, o choque foi entre modelos de sociedades modernas, nascidas da autonomização do poder do Estado face aos poderes religiosos. Esse processo, no Ocidente, arrastou-se por séculos e custou milhões de vida em guerra que ficaram na História como Religiosas. Nelas, as Igrejas foram vencidas e forçadas à tolerância (que hoje há quem julgue coisa pouca). No mundo árabe, falho de centralização quer religiosa quer política, tal dinâmica não se pode reproduzir, e a persistência em formas pré-modernas de organização social é tudo menos acidental, pelo que não será alterável por simples voluntarismo de terceiros.&lt;br /&gt;Sobra, assim, o desejo de uma causalidade não-politica para compreender o destino dos seus símbolos (Bin Laden hoje, outro no futuro) e a crença na redução aos termos mais banais do nosso mundo de tudo aquilo que surge como radicalmente estranho a ele (como no «pensamento» do agora na moda Zizek). A notícia da morte de Bin Laden pode ser tão pouco factual como as teorias conspirativas do 11 de Setembro, mas ambas são peças de um todo bem real, o de uma psicologia vulgar digna do termo (de novo Gil e Tunhas) «suicídio ideológico». Mas, como denunciar a má-fé em casos concretos não me parece programa suficiente, resta saber como melhor curar esta nossa febre.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115909150317632883?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115909150317632883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115909150317632883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/uma-tendncia-psicolgica.html' title='Uma tendência (psico)lógica'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115901250001559639</id><published>2006-09-23T12:51:00.000+01:00</published><updated>2006-09-23T12:55:00.046+01:00</updated><title type='text'>De um vosso atento leitor</title><content type='html'>Caro &lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;Luís Mourão&lt;/a&gt;,&lt;br /&gt;Apesar de concordar com a sua arguta observação sobre as manifestações do tempo da outra senhora, há um equívoco: creio que me leu como se eu estivesse a renegar o seu ponto de vista. Ora, como escrevi no post de Quinta, o seu diálogo com o &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;Rui&lt;/a&gt; é diferente por ser interessante, logo…&lt;br /&gt;Repare: eu não disse que a sua posição não era política, disse que não era boa política. É outra das tais discordâncias benignas: eu entendo que as diferentes possibilidades de leituras dos textos, sendo reais em todos os textos, politicamente são questões menores face aos usos sociais que essas leituras conhecem, isto é, face a uma ou outra tornar-se dominante enquanto todas as outras são ignoradas. A questão é «para que coisas dão» os textos, creio que podemos concordar nisto. O discurso do Papa, em que uma leitura simplesmente completa desmonta a polémica, é um bom exemplo, pois essa leitura, em sociedades sem instrumentos de mediação modernos amplamente difundidos (não basta haver aliados nossos se a rua deles os ignora), provavelmente não será feita. Ou melhor, quem a faz somos nós (se não nos ficarmos pelos resumos televisivos).&lt;br /&gt;Quanto a ser benignos para todos, justamente o meu post centrava-se nisso mesmo. O problema é todavia aquele que (se) levanta, que fazer com quem activamente quer ser maligno?&lt;br /&gt;Agora, conversas a três geralmente dão em partes gagas. Obrigado pelos vossos comentários e links (às vezes penso que é moda não linkar o esplanar), mas continuem, eu não quis interromper.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115901250001559639?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115901250001559639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115901250001559639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/de-um-vosso-atento-leitor.html' title='De um vosso atento leitor'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115891828760925893</id><published>2006-09-22T10:43:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T10:44:47.646+01:00</updated><title type='text'>Sempre a não perder</title><content type='html'>Hoje, às 22.30h, Paula Moura Pinheiro convida Alberto Pimenta para o canal 2.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115891828760925893?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115891828760925893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115891828760925893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/sempre-no-perder.html' title='Sempre a não perder'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115883984764472830</id><published>2006-09-21T11:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-21T12:57:28.326+01:00</updated><title type='text'>Desculpas devidas</title><content type='html'>Sou ateu. Nada de especial, vivo sem Deus e sei como se construiram as sociedades modernas. Não sou agnóstico, por saber que uma questão de fé não se reduz a outra de conhecimento. Não precisei de mandamentos de um ser («Ser») omni-tudo-e-mais-alguma-coisa para me portar decentemente. Sou um ateu «normalizado», sem grandes esperanças na falta de futuro da ilusão.&lt;br /&gt;Mais uma vez, a exigência de desculpas (desta vez de islamitas a católicos) deixa-me perplexo com o esquecimento dos ateus. Todos os dias, não há fanático ignorante da sua própria religião que não perore sobre a «crise de valores», «o relativismo», «a decadência de costumes», e muitas outras coisas ainda muito piores, atribuindo-as a «uma época que não escuta Deus» e outras pérolas do género com que encobre estar a falar para os &lt;em&gt;seus&lt;/em&gt; (não praticantes), muito mais do que para ateus pacíficos e civilizados que vivem tranquilamente uns com os outros e, até, com crentes preconceituosos, violentos e antipáticos que nos insultam sem nos conhecerem de lado nenhum. Daí a perplexidade com o esquecimento: quando é que os «crentes» se vão lembrar de nos pedir («exigir» é ameaça, nem conta para nada) desculpa por todos os insultos, calúnias e ameaças que todos os dia nos fazem?&lt;br /&gt;Afinal, nenhuma doutrina política, filosófica, etc., tem no currículo tantas mortes, perseguições, crimes de todo o género como qualquer uma das grandes «religiões» (irónica designação, a não ser no que de sarcástico mas infelizmente real ela comporta). Como ateu, não preciso das desculpas deles para nada, bastava-me que deixassem de aumentar o seu longo currículo de barbaridades. Mas estranho que tanta gente fale das desculpas necessárias do Papa ao Islão (para me cingir a este caso) enquanto não há quem se lembre dos mais constantemente atacados, sem qualquer justificação. Os ateus. Será por não andarmos por aí a falar em público do nosso Absoluto para justificar massacres? De qualquer modo, por mais que ameacem, ou sejam cúmplices com os que ameaçam (quando convém), não tenciono converter-me. Pela razão e pela ética, passo bem como estou. E não ofende quem quer...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - A única troca de ideias interessante que vi sobre a polémica em curso é entre &lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;Luís Mourão&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;Rui Bebiano&lt;/a&gt;. Mourão interessa-se pelas ideias dos textos, menosprezando o efeito mediado das suas interpretações, como bom teórico literário (e mau político). Bebiano interessa-se mais pela dimensão política do que pela literal, como bom historiador (e polemista irénico). É um desentendimento incurável, mas amigável. Benigno, como é possível entre não-crentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115883984764472830?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115883984764472830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115883984764472830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/desculpas-devidas.html' title='Desculpas devidas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115874078265121416</id><published>2006-09-20T09:26:00.000+01:00</published><updated>2006-09-20T09:31:14.766+01:00</updated><title type='text'>O(s) problema(s)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/snowleopard2.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/snowleopard2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Uma blogger cínica quanto às virtualidades cívicas do meio informa-me de dois posts sobre Darfur, &lt;a href="http://insustentaveleveza.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://contemplamento.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Parece que a 30 de Setembr, infleizmente, haverá motivos fortes para voltar ao tema. Já os leopardos parecem despertar menos atenções...&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115874078265121416?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115874078265121416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115874078265121416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/os-problemas.html' title='O(s) problema(s)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115866363335562185</id><published>2006-09-19T12:00:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T12:04:10.653+01:00</updated><title type='text'>Por uma boa causa</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/snowleopard3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/snowleopard3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O dia 17 de Setembro, data de evocação do Darfur (é assim que se escreve? vi tão poucas referências...), passou em claro aqui e em quase todo o lado. Mas boas causas, felizmente, há muitas, como &lt;a href="http://www.snowleopard.org"&gt;esta&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;CL &lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115866363335562185?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115866363335562185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115866363335562185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/por-uma-boa-causa.html' title='Por uma boa causa'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115859035610217157</id><published>2006-09-18T15:34:00.000+01:00</published><updated>2006-09-18T15:39:19.466+01:00</updated><title type='text'>«Nós», apoiado</title><content type='html'>O post definitivo (até às próximas novidades, decerto tristes, claro) sobre a nova polémica da (pseudo) «rua islâmica» está, sem surpresa, &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt; («caricaturas-parte 2»).&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115859035610217157?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115859035610217157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115859035610217157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/ns-apoiado.html' title='«Nós», apoiado'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115850756487810250</id><published>2006-09-17T16:32:00.000+01:00</published><updated>2006-09-17T16:39:24.926+01:00</updated><title type='text'>Correio dos leitores (resumo da jornada)</title><content type='html'>É de prever que o jogo de ontem dê conversa por bastante tempo. Espero que seja mais interessante que a dos &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;amigos do povo&lt;/a&gt;, que já por lá comentei. A verdade é que a troca de mails entre o esplanar e um seu leitor que de seguida se publica pelo menos permite acreditar que é possível falar civilizadamente de bola. Isto entre os que não sofrem do benfiquismo nacional de que já Eduardo Lourenço falou e são adeptos do único grande clube que não está envolvido nas escutas do Apito Dourado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)  From: "Joaquim A.&lt;br /&gt; Date: Tue, 12 Sep 2006 23:44:27 +0100&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu caro João Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que dê o braço a torcer quanto ao nosso Sporting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saudações&lt;br /&gt;ja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) From: CL&lt;br /&gt;Sent: Wednesday, September 13, 2006 5:17 PM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro leitor,&lt;br /&gt;Suponho que esteja a falar comigo, por isso respondi no Esplanar [13 de Setembro]. Mas não disse tudo o que penso para não soar professoral.  Espero que em privado não me leva a mal, tal como eu não levei essa do braço a torcer. É que o braço, se bem o entendo, não é aquele em que pensa. É o do Paulo Bento. Eu explico.&lt;br /&gt;Se vir o que escrevi sobre o jogo de apresentação com o Inter verá: critiquei os laterais muito defensivos; os dois trincos e a não utilização do Veloso; a opção pelo Bueno em vez do Djaló. E talvez se lembre que essa defensividade foi até reconhecida pelo Bento que no fim do jogo disse que tinha faltado ambição.&lt;br /&gt;Ontem as mudanças foram exactamente as que me pareciam ser necessárias. Eu fiz o que faço, escrevi. O Bento fez o que faz, treina. O resultado foi o previsível, atrevemo-nos e conseguimos. Nem as estrelas do Inter nem o árbitro o impediram. E mesmo achando eu que devemos bastante à sorte, acho que foi muito merecida a vitória, por a termos procurado, coisa que não tínhamos feito há um mês. Ainda me quer torcer o braço? Eu limito-me a não pensar que somos os maiores quando ganhamos e que a culpa nem sempre é do árbitro quando perdemos, e de campeões da pré-época já estou saturado...&lt;br /&gt;O que eu continuo a dizer é o que tenho dito até aqui, portanto. Temos um plantel curto (ainda no último fim de semana foi preciso convocar um junior para o banco) e não somos favoritos a passar a fase de grupos. Mas na UEFA acredito e acredito em ganhá-la. E como talvez tenha lido no dia 10 de Agosto, acredito muito nas nossas chances internas.&lt;br /&gt;Saudações&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)  From: "Joaquim A.&lt;br /&gt;Date: Wed, 13 Sep 2006 22:17:05 +0100&lt;br /&gt;Tem razão. Enganei-me no destinatário. Peço desculpa por o ter tratado pelo nome errado.&lt;br /&gt;De verdade eu leio o vosso blogue com regularidade e muitas vezes recolho a informação sem fixar o autor. Ao contrário do que possa parecer acho que é mérito da equipa que fazem. Tal como no futebol: quando a equipa joga bem todos são donos da vitória ( será que me saí bem com esta explicação ?'').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto mais de literatura do que de futebol. E leio o vosso blogue exactamente por causa disso.&lt;br /&gt;Parabéns pelo vosso trabalho e pelo vosso empenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao nosso Sporting... só quis dar um ar da minha graça ( eu sou daqueles que nunca diz nada com graça mas de vez em quando esqueço-me).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costumo ver os jogos com regularidade numa cadeira de leão ao lado de sportinguistas que só dizem mal e assobiam. Acho incrivel como é que alguém compra um bilhete, ou uma cadeira, para ver os jogos do seu clube e vai para o estádio para assobiar e dizer mal. Aquilo é para um homem se deixar ir na onda e esquecer as regras do mundo merdoso que vivemos fora do estádio. Lá dentro vale tudo menos dizer mal da nossa equipa. Mesmo com os jogadores a caírem e a falharem golos...a paixão não pode vacilar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendo as suas críticas. Todos os sportinguistas, incluindo eu, fariam uma equipa diferente para cada jogo, apesar do plantel reduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais uma nota: vejo os jogos com um puto de 15 anos ao meu lado que já é maior que eu e gosta mais de futebol que eu gosto de ler um bom livro (conto isto para reforçar o meu espírito de adepto que vai ao futebol com o prazer de alguém que logo a seguir ao jogo entra no cinema para ver o Super Homem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;Joaquim A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) From: CL&lt;br /&gt;Sent: Friday, September 15, 2006 12:33 PM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem toda a razão no que diz sobre o espírito de ir à bola. Eu não tenho ido, daí também o tom mais desapaixonado, que é cansativo para quem lê (e para quem escreve). Mas conto ir daqui a uns anos, quando o meu puto tiver idade para isso - e não sei se prefiro um grande jogo que acaba a 0-0 (como o SCP Inter de há 15 anos que vi ao vivo) ou um jogo apenas agradável que termina com o resultado que queremos e que era justo. Em qualquer caso talvez nos encontremos todos lá.&lt;br /&gt;Sobre literatura conto voltar a postar sobre o tema em breve, sobretudo ensaios. Obrigado pelo interesse, escreva quando quiser.&lt;br /&gt;Saudações leoninas a ambosCarlos Leone&lt;br /&gt;PS Esta troca de mails também dava um bom post «correio de leitores», combina duas coisas raras: conversas sensatas na bloga e sanidade sobre futebol. Se eu tiver tempo, dá-me autorização para publicar (posso extrair o seu nome e morada, claro)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)       From: "Joaquim A&lt;br /&gt;Date: Fri, 15 Sep 2006 23:35:37 +0100&lt;br /&gt;claro que pode usar&lt;br /&gt;se quiser com nome...não há problema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou amigo (conhecido para ser mais exacto) de alguns dos vossos inimigos e com eles não troco correio&lt;br /&gt;mas isso não me incomoda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aliás um dia podemos falar disso se nos encontrarmos por aí&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saudações&lt;br /&gt;ja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) From: CL&lt;br /&gt;Sent: Saturday, September 16, 2006 7:33 PM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde,&lt;br /&gt;E obrigado! Não sei se o vou fazer, mas é provável. Sobre os inimigos, sei que o JPG tem o ódio de estimação da snrª do nome registado mas não sei quem serão os outros, talvez falemos disso um dia, então.&lt;br /&gt;abraço (e fezada para logo à noite)&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7)  From: "Joaquim A.&lt;br /&gt;Date: Sun, 17 Sep 2006 02:01:15 +0100&lt;br /&gt;Estou  chegar de alvalade&lt;br /&gt;que grande desilusão&lt;br /&gt;mas batemo-nos como verdadeiros leões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para mim isso é tão importante como a vitória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço&lt;br /&gt;ja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Domingo à tarde&lt;br /&gt;Olá&lt;br /&gt;Está melhor hoje?&lt;br /&gt;Só vi até aos 80', percebi que ela não ia entrar. Hoje vi o lance do penalty sobre o levezinho, parece mesmo.&lt;br /&gt;Mas acabei de deixar isto num blog leonino, &lt;a href="http://kinglizards.blogspot.com"&gt;King Lizards&lt;/a&gt;, não sei se vão incluir na caixa de comentários ou não, por isso aqui fica:&lt;br /&gt;«Como já tive algumas trocas de links com o KL, via Raul Henriques, espero que não se importe com um comentário grande.&lt;br /&gt;1) é golo ilegal e tem aspecto de ter havido penalty sobre o Liedson, sim. Mas mesmo assim é preciso a repetição para ver a mão;&lt;br /&gt;2) Fora isso, há tudo o resto, e vale a pena lembrá-lo para não fazermos a triste figura de nos queixarmos de a «influência» do Paços ser superior à do SCP; o Bento fala do APito, mas foi o presidente do SCP que, na última época, não encontrou melhor altura para se demitir que a antevéspera de uma meia final da taça contra o Porto (e viu-se a maior roubalheira deste século nesse jogo, maior até que as arbitragens do último título do Benfica);&lt;br /&gt;3) O plantel é curto, ainda na semana passada foi preciso um junior e agora viu-se como estamos dependentes do Liedson que, em 4 jogos, marcou 0 golos: a culpa é do árbitro?4)Qual o motivo de jogarmos com dois centrais a laterais? Na apresentação contra  Inter fez-se isso e ficou a 0 apesar de eles terem ficado sem um defesa; na Champions alterou-se e ganhámos apesar do árbitro ser também muito mau; agora, volta outra vez aos dois centrais a laterais, que puxam a equipa para trás (como os dois trincos em simultâneo); Ronny só dá meio jogo? Abel perdeu a forma desde 3ª? Tello e Alves não são opções? Gostava de saber a resposta de Paulo Bento.&lt;br /&gt;5) Polga e Ricardo dão demasiada insegurança quando estão juntos.O golo foi com a mão, mas a jogada é igual a outras, neste e noutros jogos: a bola passa por toda a área (grande, pequena, passa sempre) e o avançado está completamente solto. A verdade é que só não sofremos golos quando os outros abdicam de atacar, como fez o Inter e (segundo li) o Nacional. Quem sabe contra-atacar (Boavista, Paços) marca sempre.&lt;br /&gt;6) Só é possível ter uma grande equipa a sofrer estes golos se marcar muitos, como o dream team do Barça. Mas as 3 vitórias do SCP tinham sido sempre à tangente. ora nem sempre há o milagre de o Deivid fazer algo de jeito ou de  Nani marcar golões...7) É preciso um reforço para o miolo defensivo e outro para ajudar Liedson (só Alesandro não chega, mesmo que seja bom) em Dezembro. Já se sabia, pelo menos aqueles que são muito «pessimistas» já o tinham dito. Mas convém que o Bento não jogue com 5 centrais sem necessidade.&lt;br /&gt;Desculpe(m) o testamento,&lt;br /&gt;SaudaçõesCL&lt;br /&gt;PS - E se jogamos à 3ª e ao Sábado, não havia outro campo para o Setúbal usar?»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pus no Esplanar para não ficar outra vez demasiado desapaixonado...&lt;br /&gt;Saudações leoninas!&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PARA OS LEITORES NÃO DOENTES DA BOLA, PROMETE-SE DAR POR UNS DIAAS DESCANSO AO ASSUNTO.)&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115850756487810250?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115850756487810250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115850756487810250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/correio-dos-leitores-resumo-da-jornada.html' title='Correio dos leitores (resumo da jornada)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115842731861511707</id><published>2006-09-16T18:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-16T18:23:26.326+01:00</updated><title type='text'>Sob o Sol</title><content type='html'>O &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt; não desilude, é de facto aquilo que o seu director anunciava. Um projecto que é bem a imagem do seu criador. De volta a política, sim, com uma notícia sobre o imobiliário de Isaltino e uma comparação entre políticos portugueses, sem sequer distinguir entre os da democracia e os da ditadura... mas além da política há mais e é nesse mais que, realmente, o jornal pode vir a vingar. Quer-me parecer que Saraiva não se engana e que aquelas páginas com textos telegráficos sobre coisas rosadas (já para não falar de entrevistas como a da impagável Mónica) vão ajudar a vender o semanário ao mesmo público que sustenta as não sei quantas revistas femininas deste país. É um «nicho», e, de qualquer modo, a concorrência, em termos de informação séria, não faz melhor. Sobre o &lt;em&gt;Sol&lt;/em&gt; é ainda muito cedo para tirar conclusões, claro. Sob o Sol, já se sabia, há o público da senhora do nome registado.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - E inesperada, a piada sobre o semanário que não oferece brindes e não faz promoções...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115842731861511707?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115842731861511707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115842731861511707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/sob-o-sol.html' title='Sob o Sol'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115833978799340844</id><published>2006-09-15T18:01:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T18:03:08.040+01:00</updated><title type='text'>Na morte de Oriana Fallaci</title><content type='html'>Oriana Fallaci morreu, depois de uma vida de jornalismo sério, no tempo em que os jornais o queriam. Não por acaso, nas últimas décadas escrevia sobretudo livros. Agora que tem início um novo choque de intolerância entre as religiões do amor, da bondade, da Paz, etc., sedeadas em Meca e no Vaticano, é ainda maior a pena por já não a ter entre nós.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115833978799340844?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115833978799340844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115833978799340844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/na-morte-de-oriana-fallaci.html' title='Na morte de Oriana Fallaci'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115831901468350311</id><published>2006-09-15T12:11:00.000+01:00</published><updated>2006-09-30T00:35:34.980+01:00</updated><title type='text'>Leituras recomendadas</title><content type='html'>Já aqui deixei referidos posts de outros blogs por fazerem tão bem ou melhor do que eu seria capaz um comentário ou análise a algo relevante. Hoje, ficam dois: «Obituário de um historiador», de Fernando Martins, no &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;Amigo do Povo&lt;/a&gt;; e a série de posts sobre as polémicas criacionistas de Vasco M. Barreto na sua excelente &lt;a href="http://www.memoria-inventada.weblog.com.pt"&gt;Memória Inventada&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115831901468350311?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115831901468350311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115831901468350311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/leituras-recomendadas.html' title='Leituras recomendadas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115823576190948919</id><published>2006-09-14T13:01:00.000+01:00</published><updated>2006-09-14T14:19:23.836+01:00</updated><title type='text'>Crítica?</title><content type='html'>No &lt;a href="http://aspirinab.weblog.com.pt"&gt;Aspirina B&lt;/a&gt;, Fernando Venâncio escreveu:&lt;br /&gt;«Mais selecto, mas igualmente fino, é um blogue que (julgo) acaba de surgir, «Não li nem quero ler», e que lembra o JPG (Recordam-se? O Leone dá boa conta da &lt;a href="http://esplanar.blogspot.com/" target="_blank"&gt;loja&lt;/a&gt;, mas que é feito, George?), conseguindo ser ainda mais feroz. Por exemplo, &lt;a href="http://naolinemqueroler.blogspot.com/2006/09/e-ainda-por-cima-traduzido-no.html" target="_blank"&gt;este&lt;/a&gt; apontamento, que não aumenta a glória de José Luís Peixoto - o autor, de resto, de algumas (outras, não li essa) rutilantes crónicas no JL.»&lt;br /&gt;Obrigado pela lembrança cá da loja, percebe-se que não é um insulto. Sem responder pelo JPG (de licença), apenas uma observação: aquilo que se faz no blog «Não li nem quero ler» não tem muito que ver com o Esplanar. Se o JPG se confundisse com gente que chama jumento a um escritor e não contente com tamanha 'crítica', ainda monta uma imagem para ilustrar, nunca me teria passado pela cabeça dar conta desta loja. Bem sei, não falta no público quem tome semelhantes coisas por «crítica cerrada», e o pior é haver críticos que assim pensam. Mas até um juiz percebeu que o JPG não é deste nível. Aliás, é por isso que ele assina em vez de se esconder no anonimato.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115823576190948919?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115823576190948919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115823576190948919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/crtica.html' title='Crítica?'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115814225560208192</id><published>2006-09-13T11:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-13T11:10:55.643+01:00</updated><title type='text'>VIVÓ SPORTING !!!</title><content type='html'>Afinal, o correio dos leitores parece ter pegado.&lt;br /&gt;Um leitor escreve a João Pedro George, sugerindo-lhe que dê o braço a torcer a respeito do Sporting. Engano no destinatário? Como o JPG está ausente por vontade própria (apesar de eu lhe enviar as mensagens das leitoras mais ansiosas que escrevem para o Esplanar), respondo eu.&lt;br /&gt;Neste blog não se quer mal ao Sporting, bem pelo contrário. E, tanto quanto sei, sempre que a descrença ficou aqui registada, ficou também o desejo: «espero bem enganar-me». Por algum motivo, hoje não resisti a comprar o Record...&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115814225560208192?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115814225560208192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115814225560208192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/viv-sporting.html' title='VIVÓ SPORTING !!!'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115805914021572857</id><published>2006-09-12T11:54:00.000+01:00</published><updated>2006-09-12T12:17:35.346+01:00</updated><title type='text'>Correio dos leitores</title><content type='html'>Algo me diz que isto não se vai tranformar numa secção regular. Mas esta pergunta fez-me reparar numa polémica literária noticiada ontem:&lt;br /&gt;«Caro CLeone:&lt;br /&gt;que me/nos diz do assunto hoje (11-9-06) exposto na página 26 do Público (livro da polémica na rentrée francesa)?.»&lt;br /&gt;Pois digo, estimado leitor D. A., que por cá o meio não é muito diferente, nem muito mais interessante. E que, de facto, como de resto já escrevi, o problema está no que sucedeu à noção e à prática de mediação no tempo dos &lt;em&gt;mass media&lt;/em&gt;. Mas não me quero repetir...&lt;br /&gt;E obrigado por me ter desviado do post que eu ia escrever sobre os esforços do Público para salvar a imagem do FCP à custa da dos outros, o clubismo daquele jornal é tão descarado e antigo que seria um post com atraso de muitos anos...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Mesmo evitando o sempre deprimente «Prós e contras», o barulho em torno do 11 de Setembro foi muito mau. Hoje vi citado no Público um pensamento de José Gil, publicado ontem, que é mesmo péssimo. Mas salva-se pelo menos o «&lt;a href="http://womenageatrois.blogspot.com"&gt;Ainda haverá vagas em Guantánamo?&lt;/a&gt;», o «&lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com"&gt;Prós&lt;/a&gt;» e os dois posts &lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115805914021572857?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115805914021572857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115805914021572857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/correio-dos-leitores.html' title='Correio dos leitores'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115793186983294606</id><published>2006-09-11T00:41:00.000+01:00</published><updated>2006-09-11T00:45:11.203+01:00</updated><title type='text'>Resposta à pergunta: «onde estava no 11 de Setembro?»</title><content type='html'>Estava em casa, a preparar-me para continuar a tradução do &lt;em&gt;Testamento Político&lt;/em&gt; do Cardeal Richelieu (esse mesmo), ainda hoje por publicar. Já com o controlo remoto na mão, parei, a ouvir Paulo Camacho (SIC Notícias) explicar que a imagem no ecran era do World Trade Center, e que parecia ter colidido um avião com uma das torres. Enquanto falava, nas suas costas, as imagens mostravam o segundo avião a chocar na torre ainda intacta. Eu vi-os morrer. Por isso não cheguei a desligar a TV, e por todos os motivos concebíveis nesse dia não traduzi.&lt;br /&gt;Mas tenho a sorte de ser um dos poucos para quem o «11 de Setembro» nunca será «essa» data. Para mim já era, como vai continuar a ser, o dia de aniversário da senhora minha Mãe.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115793186983294606?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115793186983294606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115793186983294606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/resposta-pergunta-onde-estava-no-11-de.html' title='Resposta à pergunta: «onde estava no 11 de Setembro?»'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115788709382754038</id><published>2006-09-10T12:09:00.000+01:00</published><updated>2006-09-10T12:18:13.863+01:00</updated><title type='text'>O problema</title><content type='html'>Eduardo Pitta &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com"&gt;pergunta&lt;/a&gt;, muito a propósito, pela razão de os editores portugueses terem algum problema com índices. A resposta é simples: custam dinheiro, por exigirem trabalho especializado, e não acrescentam nada à visibilidade do livro na comunicação social, que por norma se preocupa mais com as capas. É que não são só os editores que não querem saber de índices, isto é, não querem saber muito dos leitores para os quais um livro é também uma fonte de consultas...&lt;br /&gt;E os editores que querem, aqueles que fazem edições cientificamente cuidadas (índices e não só, portanto), esses que tratem de gastar dinheiro em publicidade.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115788709382754038?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115788709382754038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115788709382754038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/o-problema.html' title='O problema'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115779672289335296</id><published>2006-09-09T11:10:00.000+01:00</published><updated>2006-09-09T11:12:02.923+01:00</updated><title type='text'>Modernidade, conservadorismo e construtivismo</title><content type='html'>Muito discreto, mais do que devia, o conjunto de anotações de Pedro Mexia sobre liberalismo. Bem superior à fórmula gasta, evocada a pretexto de O Independente, «conservador em política, liberal em cultura» (contradição em termos desde a Revolução Francesa, mas quem se incomoda com isso?), na série de posts no seu &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com"&gt;Estado Civil&lt;/a&gt;, e em diálogo com outros blogs, tem-se criticado várias vezes o carácter racionalista do liberalismo. Não por acaso cita poucas fontes, não há «o» liberalismo, nem pode haver, quando o liberalismo político se faz sempre em função de costumes anteriores que, em tese, se liberalizam (esta foi, em parte, a crítica que fiz a um livro de Alexandre Franco de Sá, &lt;em&gt;Metamorfose do poder&lt;/em&gt;). Quando essa liberalização de costumes não se verificou (como sucedeu em Portugal), tanto o liberalismo como doutrina política como as formas políticas suas adversárias (comunismo e fascismo) permaneceram presas de costumes e estruturas sociais tradicionais avessos quer à racionalidade liberal, quer às movimentações de massas que comunistas e fascistas evocam sem se aperceberem que só em sociedades modernas elas podem existir com a plasticidade que ambos os movimentos pretendem (questão que já foi aqui referida numa série de posts anteriores).&lt;br /&gt;Mas mesmo mantendo a discussão a um nível estritamente teórico, a escolha de Hayek não colhe. O que ele criticava no racionalismo em política era a sua radicalização positivista, aquilo a que Hayek chamou o erro construtivista. Pretender aplicar sem mais essa acusação de racionalismo ilimitado ao liberalismo político, o qual se limita a pertencer a um processo de modernização específico do Ocidente, não cola muito à experiência que conhecemos (quem são esses liberais, afinal?) nem cura muito da teoria. Mas essas, em bom rigor, são marcas da ficção conservadora, essa criação moderna concebida para renegar a realidade da mudança…&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115779672289335296?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115779672289335296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115779672289335296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/modernidade-conservadorismo-e.html' title='Modernidade, conservadorismo e construtivismo'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115773461705252789</id><published>2006-09-08T17:53:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T17:56:57.090+01:00</updated><title type='text'>Sintomas acríticos</title><content type='html'>Recomendava eu há dias «paciência» a Sérgio Lavos, a respeito de «esquecimentos voluntários cuja elegância dispensa comentários»… Pois no Mil-Fohas de hoje, o mesmo Augusto M. Seabra que ainda ontem nomeei, refere os meus posts de há uns meses sem me nomear, ou ao &lt;em&gt;Esplanar&lt;/em&gt;, mesmo quando reproduz o título desses posts («A crítica não morreu, mudou de função»). Repito-me, paciência, é um estilo, ou falta dele.&lt;br /&gt;Dizia mesmo a Sérgio Lavos que até há coisas piores… e não é que Seabra me confunde com EPC?! Aquilo é uma confusão, até o velho Gaspar Simões é chamado ao caso, mas mesmo assim entristece. Mas não espanta, já a 17 de Junho, no Mil-Folhas, Seabra escrevia, num artigo ilustrado com a capa do livro do João Pedro George &lt;em&gt;Não é fácil dizer bem&lt;/em&gt; (Tinta da China, 2006) a seguinte pérola: « “Não é difícil dizer bem” é título sintomático (…)». Pois é, sintoma da confusão que vai na cabeça de quem escreve assim, sempre em querelas e sem responder às perguntas e «questões cruciais» que inventa, julgando que basta insultar os outros (sem sequer acertar no nome) como «pseudo» argumentadores. E imaginando-se (não se riam) «meridianamente claro». Sintomatologia grave.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115773461705252789?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115773461705252789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115773461705252789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/sintomas-acrticos.html' title='Sintomas acríticos'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115767043482801894</id><published>2006-09-08T00:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T13:59:51.090+01:00</updated><title type='text'>Fala com ela</title><content type='html'>Não estive na rádio mais cá de casa, a Radar, mas aceitei o convite para conversar com Paula Moura Pinheiro sobre Europa e Portugal no «Unidos na Diversidade» a emitir hoje às 10h, e depois a repetir às 20h, na Rádio Europa Lisboa (antiga Paris-Lisboa, 90.4fm, também na box da netcabo e audível ainda no site www.radioeuropa.fm).&lt;br /&gt;Não me acho nada «radio friendly», por isso ainda pensei em sugerir um alinhamento com M Ward e The National para dourar a pílula. Mas a conversa ocupou a hora toda, pelo menos têm a voz da Paula Moura Pinheiro.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Ou tiveram, da rádio avisam-me que a emissão, afinal, foi ontem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115767043482801894?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115767043482801894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115767043482801894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/fala-com-ela_08.html' title='Fala com ela'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115758507338208634</id><published>2006-09-07T00:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-07T00:24:33.386+01:00</updated><title type='text'>Violência e política</title><content type='html'>O debate sobretudo blogo-esférico em torno dos terroristas nas barraquinhas da Festa (ainda bem que não há outra como aquela!) provavelmente nunca sairá verdadeiramente deste âmbito para o outro, político, onde devia estar. Mas, ao menos aqui, convém notar algo que por estes dias também se comentou a respeito de outros assuntos, a relação entre violência e política.&lt;br /&gt;Ontem, justamente a propósito dos discursos na Festa, Prado Coelho perguntava pelo sentido de referir Lenine na política de hoje. Cultor de longa data das tácticas leninistas (que nesse mesmo dia lhe valeram um processo judicial por parte do presidente do Gil Vicente…), Prado Coelho sabe bem a resposta, e em qualquer caso o artigo ao lado do seu (de Rui Ramos, sobre o entusiasmo no Ocidente pelos terroristas islâmicos) explicava: para justificar a violência como política.&lt;br /&gt;Não «violência em política», coisa inevitável e não inteiramente nociva (leia-se Weber). Mas «violência como politica», seja na forma do insulto gratuito como o de EPC (ao presidente do Gil Vicente hoje, como ontem ao J. P. George ou a Augusto M. Seabra, para não me alongar), seja na forma mais prática de acção directa, de substituição da discussão pública racional, dentro de um contexto legal e com sentido de responsabilidade, pela simples eliminação do adversário. O artigo de Rui Ramos não adiantava nada, a não ser novos exemplos, ao que Fernando Gil e Paulo Tunhas já escreveram sobre a má-fé intelectual e as coincidências entre os extremos políticos do Ocidente com as formas negadoras da vida Ocidental (como o islamismo pré-moderno). Mas o relevante é que haja sempre mais a acrescentar…&lt;br /&gt;Agora que nos aproximamos desse triste aniversário de próxima Segunda, o debate sobre as FARC tem o mérito de nos lembrar como o terrorismo está bem próximo e de como, mais do que quaisquer declarações de princípios teóricos ou pessoais, a cumplicidade com ele, nos argumentos e na socialização, é frequente. Sim, Lenine e o seu elogio da violência como política estão bem vivos, falando como EPC, festejando como o PCP, ou matando como os partidários de Deus. Fazem, infelizmente, sentido.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS – Se me quiserem contradizer, cá espero pelos argumentos. E fica desde já o aviso para prevenir a conversa do «terrorismo de Estado»: os cidadãos livres, as instituições responsáveis e o país a que tanto devemos fizeram o campo de Guantanamo, mas irão, mais cedo ou mais tarde, encerrá-lo. Pois são eles os seus primeiros e principais contestatários. Pudera eu sequer acreditar em algo semelhante a respeito dos cultores de Lenine…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115758507338208634?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115758507338208634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115758507338208634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/violncia-e-poltica.html' title='Violência e política'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115753836888213819</id><published>2006-09-06T11:22:00.000+01:00</published><updated>2006-09-06T11:26:08.910+01:00</updated><title type='text'>Incómodos</title><content type='html'>Ao encerrar a Festa do Avante, Jerónimo de Sousa perguntava aos militantes e votantes socialistas se os apoios do grande capital ao PS não os incomodavam. Pela minha parte, não dou por grandes apoios, mas em qualquer caso posso responder pela negativa.&lt;br /&gt;Já as notícias em vários blogs (por exemplo no &lt;a href="http://origemdasespecies.blogspot.com"&gt;A Origem das Espécies&lt;/a&gt;) sobre terroristas sul-americanos «representados» na Festa, isso sim, já me incomoda.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115753836888213819?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115753836888213819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115753836888213819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/incmodos.html' title='Incómodos'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115744644792670665</id><published>2006-09-05T09:50:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T10:48:37.810+01:00</updated><title type='text'>Escrita em Dia, Os Meus Livros, etc-e-tal</title><content type='html'>O mês passado ligou-me João Morales, director da revista Os Meus Livros (www.oml.com.pt). Queria uma foto minha e explicou-me que a coluna «aposta em» iria ser, em Setembro, escrita por Francisco José Viegas, que me referia entre as suas apostas. Enviei um perfil muito informal, já que não quiseram uma gravura da Adriana Molder. E fiquei à espera.&lt;br /&gt;Ontem de manhã, pessoa amiga do meio editorial liga-me a avisar-me do que estava no novo número da revista. Agradeci e fui ver. Como já não encontro o Francisco há uns bons tempos, segui-o como pelos vistos ele me segue a mim, à distância, e isso tem custos. Agora dirijo a Prelo, sim, mas a Lusófona e a sua filosofia, mais a revista que lá editei, já fazem parte do passado. E o livro sobre os estrangeirados faz agora apenas um ano. Isto são pormenores, claro, gostei de ler as apostas e, no que me diz respeito, gostei de ver que o Francisco se lembrou de mim justamente pelas qualidades que eu tento cultivar, um acerto também ele muito raro e que dá boa conta da causa de já termos feito coisas juntos em vários sítios. Acima de tudo, gostei de a lembrança do Francisco não me referir como «simples promessa» mas como «promessa cumprida», agora que a paternidade me relembra a todo o momento o passar dos anos… Longe vão os tempos da «Escrita em dia»!&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS – A revista tem como tema de capa o 11 de Setembro. Mas, do que já li, a entrevista a Gonçalo Bulhosa e a reportagem sobre bibliofilia podiam ser capa, noutro mês. E o que dizer da análise do mercado em «Descubra as diferenças»? Só lido…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115744644792670665?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115744644792670665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115744644792670665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/escrita-em-dia-os-meus-livros-etc-e.html' title='Escrita em Dia, Os Meus Livros, etc-e-tal'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115736646849559228</id><published>2006-09-04T11:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-04T11:41:08.546+01:00</updated><title type='text'>Conversa inacabada</title><content type='html'>Tal como já sucedera no «o mal dos blogs (2)», também a conclusão do post, &lt;a href="http://retrato-auto.blogspot.com"&gt;publicada&lt;/a&gt; ontem, me deixa um pouco perdido. O que não é problema grave, mas limita um pouco o comentário.&lt;br /&gt;Se Sérgio Lavos salienta a função opinativa dos blogs e não vê mal nisso, de acordo. Se julga que eu vejo, posso assegurar que não é o caso (e não por relativismo ou falta dele). Os sentimentos parecem variar mais que as visões do meio, o que se explica pelas actividades anteriores (e, se calhar, actuais).&lt;br /&gt;Fora isto, suponho que a referência a blogs onde esta troca de pontos de vista é comentada sem nomear o Auto-retrato (e o Esplanar, acrescento) seja feita a pensar no A Terceira Noite e no Kontratempos. Quanto ao caso, e abstraindo deste ou de outros visados em concreto (o post do Rui Bebiano tem uma lógica legítima), só posso recomendar paciência. Portugal não muda, e tal como as revistas on-line reproduzem as de papel (a NON fazia-o, e nem era «ímpar», pense-se no Ciberkiosk), nos blogs também se multiplicam esses esquecimentos voluntários cuja elegância dispensa comentários. Eu já quase nem ligo, neste caso como noutros, e nem é por haver coisas ainda muito piores. De novo, o mesmo ponto de vista, varia «só» o sentimento.&lt;br /&gt;Sobra o resto dos posts (2) e (3), a começar pelo título, de facto tenho a impressão de não ter percebido bem. Problema meu, haverá outras oportunidades.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115736646849559228?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115736646849559228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115736646849559228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/conversa-inacabada.html' title='Conversa inacabada'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115728646360835658</id><published>2006-09-03T13:18:00.000+01:00</published><updated>2006-09-03T13:27:43.650+01:00</updated><title type='text'>NADA</title><content type='html'>Uma troca de posts entre o Esplanar e o Auto-Retrato, há pouco tempo, deu origem a alguns ecos mais ou menos públicos. No seu A Terceira Noite, Rui Bebiano lembrou (e deu links para) a NON e a Zonanon, antecedendo o mundo dos blogs. E, por mail, o director da revista NADA perguntou-me se eu conhecia a publicação. Não tanto como agora, confesso. E é bom ver como há muita coisa em papel que nada deve em termos de originalidade face à Imprensa generalista mesmo comparando com os melhores blogs. No caso da NADA (&lt;a href="http://www.nada.com.pt"&gt;www.nada.com.pt&lt;/a&gt;) gosto particularmente do grafismo (apesar de ser um desafio para a minha miopia) e das entrevistas. Permito-me destacar uma que já tem dois anos (NADA nº 3, 2004), «em casa de Hermínio Martins». As histórias do Hermínio Martins são sempre fora do comum, dois anos depois a entrevista lê-se como se tivesse sido feita hoje.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115728646360835658?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115728646360835658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115728646360835658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/nada.html' title='NADA'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115719668497430396</id><published>2006-09-02T12:19:00.000+01:00</published><updated>2006-09-02T12:31:25.003+01:00</updated><title type='text'>a revolução que é cooptação: Portugal no seu melhor</title><content type='html'>Muito se escreveu ontem sobre a revolução causada pelo surgimento de &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;. Não mudei de ideias: foi um símbolo de um processo geral da Imprensa portuguesa, e a mudança da comunicação social para fora da cultura de Esquerda, em qualquer caso, é sobretudo obra da TV privada. Até por isso mesmo a recente acusação de censura feita por Eduardo Cintra Torres à RTP é significativa. Não tanto pelo descaso que exibe ao fazer a acusação sem indícios (provas só se exigem em tribunal), baseado em «fontes» que protege como «jornalista» apesar de a coluna ser supostamente de «crítica». Isso indica, apenas, o que não valem o Provedor, o Livro de estilo, etc., do jornal. Não, o caso indica bem como a suposta revolução limitou-se a substituir uma ideologia comunista, ou perto disso, por uma ideologia supostamente liberal. No tempo de Morais Sarmento, a RTP não censurava, e Cintra Torres comparecia para abrir o Canal 2 à «sociedade civil». Hoje, esse bondoso ex-governante que nunca se interessou por alinhamentos noticiosos que é Marques Mendes até é apontado como exemplo de coragem e frontalidade na Oposição. Pois, a «revolução» (sobretudo televisiva, insisto) deu nisto: temos uma versão &lt;em&gt;up to date&lt;/em&gt; de Mário Castrim.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115719668497430396?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115719668497430396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115719668497430396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/revoluo-que-cooptao-portugal-no-seu.html' title='a revolução que é cooptação: Portugal no seu melhor'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115711516552481152</id><published>2006-09-01T13:50:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T13:52:45.570+01:00</updated><title type='text'>Out, indubitavelmente (post de t-shirt)</title><content type='html'>Hoje acaba O Independente, e para variar deve esgotar a tiragem. Ou, talvez melhor, o Indy já acabou há muito tempo, aos poucos, talvez mesmo antes de dar como perdida a meta de vender mais um exemplar do que o Expresso. É simbólico que acabe apenas duas semanas antes de surgir o próximo challenger do Expresso (que aprendeu com a lição do seu antecessor e anuncia não pretender suplantar em vendas o semanário de Balsemão). Simbólico de um jornalismo que nos anos ’80 surgiu e morreu sem remédio, sendo O Independente o seu último resto. O Liberal, O Século (de Albarran), a Sábado (entretanto renascida), e outros que já não me ocorrem viveram de um boom criado pela europeização dos costumes induzida pela adesão à CEE e foram dos primeiros casos de insucesso da nossa economia em corresponder aos desafios da competição. Tal com as TV’s privadas, tentaram sobreviver nivelando por baixo e o resultado foi a agonia.&lt;br /&gt;No caso do Indy foi longa. Apesar de não se notar logo nas vendas, começou com a saída de director do MEC. Para quem pertence à geração de leitores dos anos ’80, como eu, terá sido uma mudança decisiva. O jornal partidarizou-se e, mudado o governo, com isso perdeu sentido. Mantive-me fiel por causa de Júlio Pinto. Mas quando ele morreu deixei de comprar. Ainda segui regularmente a edição na net (esqueço-me do nome de um tipo da publicidade que escrevia crónicas cheias de piada) mas quando ela entrou «em manutenção», por um tempo indefinido, cansei-me. Depois disso, quando reparava nas manchetes, não me interessava. A última de que me lembro foi «Um livro do Carrilho»…&lt;br /&gt;Não me arrependo de ter deixado de o ler, não lhe vou sentir a falta. Mas foi durante algum tempo um caso único em Portugal (bem diferente do Público, que foi sempre o jornal que é hoje, embora tenha sido melhor do que agora é). Por isso escrevi este post vestido com a minha T-shirt de estimação, comprada no tempo áureo do Indy. Não posso scanná-la, deixo o texto que exibe: «Incontrolável. Inevitável. Inconveniente. Insuportável. Incorrigível. Inteiro. Inteligente. Insubmisso. In».&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115711516552481152?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115711516552481152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115711516552481152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/09/out-indubitavelmente-post-de-t-shirt.html' title='Out, indubitavelmente (post de t-shirt)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115705197339056291</id><published>2006-08-31T20:12:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T20:19:37.986+01:00</updated><title type='text'>Até Dezembro</title><content type='html'>As inscrições fecharam e só saiu Deivid (fiquei a saber que um dos seus apelidos é Hulk, o que ultrapassa a imaginação...). Pior não devemos ter ficado, e pelo menos uns milhões de euros temos, para gastar em Dezembro. Não conto um um guarda-redes fiável, claro. Mas até lá deve sentir-se bastante a falta de um trinco de raiz (que Custódio nunca foi) e em forma (que Paredes não voltará a conhecer) e de um central duro (o nigeriano que os russos ainda não nos pagaram foi dispensado, mas não voltou para cá...). Pode ser que então, a tempo da UEFA, se acerte o que já é evidente. Mas espero enganar-me e que a Champions corra bem...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Douala é bom jogador e combina melhor que Liedson do que Bueno, sendo ainda mais experiente que Djaló. É bom que não saia por tuta-e-meia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115705197339056291?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115705197339056291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115705197339056291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/at-dezembro.html' title='Até Dezembro'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115702163580200947</id><published>2006-08-31T11:53:00.000+01:00</published><updated>2006-08-31T12:02:33.260+01:00</updated><title type='text'>Três notas para um amigo do povo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/do%20descredito.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/do%20descredito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; 1)     Não vejo o interesse em adoptar aqui o sentido Inglês (a ser esse) do termo revisionismo. Este encontra-se perfeitamente definido, quer no debate público, quer no debate especializado em Português, tem matizes de Esquerda e de Direita (e na questão do fascismo, sobre a qual &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;Bruno Cardoso Reis&lt;/a&gt; parece ter ficado sem vontade procurar respostas a perguntas, há revisionismo de ambos os lados) e distingue-se do negacionismo que, na tradição alemã, nega o holocausto e, mais recentemente, na tradição anti-Ocidental, nega o 11 de Setembro. Por aqui, não tenho nada a acrescentar ou a retirar ao que já escrevi, rever a história é próprio da historiografia, dizê-lo seria redundante, revisionismo é (para toda a gente) outra coisa.&lt;br /&gt;2)     Eu não disse (se disse foi por lapso e corrigi-lo-ei se me indicarem onde o fiz) que rever o passado, como nas «análises» (sim, entre aspas) que deram origem a esta discussão (sobre as «análises», o &lt;a href="http://fugaparaavitoria.blogspot.com"&gt;Daniel Melo&lt;/a&gt; já explicou quais são, para que o BCR não se perca), é ilegítimo. Digo que são leituras tendenciosas e que se apresentam como se fossem muito originais e corajosas (contra um politicamente correcto inexistente entre nós, ao contrário do mundo de língua inglesa) quando, na realidade, são velhas e constituem uma versão académica mas pouco científica (pouco objectiva e pouco rigorosa) do desejo do Zé-povinho «haja quem mande!», que tão bons resultados nos tem dado.&lt;br /&gt;3)     Mas quero terminar esta discussão (suponho que tenha chegado ao seu termo) agradecendo a oportunidade de postar a imagem aqui ao lado, que descobri por uma pista do &lt;a href="http://aspirinab.blogspot.com"&gt;Fernando Venâncio&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://dodescredito.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Ainda me estou a rir.&lt;br /&gt;CL&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115702163580200947?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115702163580200947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115702163580200947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/trs-notas-para-um-amigo-do-povo.html' title='Três notas para um amigo do povo'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115693769453730689</id><published>2006-08-30T12:26:00.000+01:00</published><updated>2006-08-30T12:34:54.593+01:00</updated><title type='text'>A seguir</title><content type='html'>Num post scriptum à sua coluna no Público de hoje, Manuel Queiró comenta uma notícia recente que passou quase despercebida. A descoberta de uma técnica de desenvolvimento de células estaminais a partir de fetos humanos que não precisa de os destruir. Claro, a descoberta ainda está a anos de aplicações práticas, tal como, aliás, os benefícios médicos da técnica. Mas o ponto de Queiró é fazer ver como foi  «decisivo» ter proibido a utilização dos fetos para se chegar a esta descoberta. As forças do progresso seriam, afinal, as conservadoras. A falácia está em, na nova técnica, os fetos serem usados na mesma - e por isso memso o Vaticano já anunciou (com toda a sua lógica, conservadora) que ainda se trata de uma forma de usar o ser humano como um meio, pelo que as questões éticas permanecem por resolver. Nada disso incomoda Queiró, que ilustra bem qual a função das associações «laicas» nos debates públicos: defendem o mais conservador da Igreja para esta poder até parecer progressista, mantendo sempre os mesmos argumentos. Fica a nota, à atenção dos interessados no próximo referendo.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115693769453730689?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115693769453730689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115693769453730689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/seguir.html' title='A seguir'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115684859244421100</id><published>2006-08-29T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-08-29T11:49:52.476+01:00</updated><title type='text'>A unidade (do plano) da Ciência</title><content type='html'>Parece que Plutão, além de não ser planeta, impede que vários outros o sejam. Segundo o Público de hoje, entre os vários outros conta-se a Terra. Isso sim, seria uma manchete sensacional: «Não vivemos num planeta!»... Há mesmo um abaixo-assnado a circular de cientistas indignados com as irregularidades na votação que despromoveu Plutão, que dizem tratar-se de um processo irregular, sem critérios científicos aceitáveis. A falta que Heidegger fará, se os cientistas não se puserem de acordo - e mais ainda se despromoverem mesmo a Terra.&lt;br /&gt;Para quem se lamenta sobre a nossa Liga da bola e os seus ignorantes dirigentes, deve ser triste ver como os paralelos são nítidos. Até se trata tudo de corpos esféricos. Mas a ciência não se faz sem controvérsia, seja a jurídica seja a astroplanetária.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115684859244421100?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115684859244421100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115684859244421100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/unidade-do-plano-da-cincia.html' title='A unidade (do plano) da Ciência'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115676409143920035</id><published>2006-08-28T12:19:00.000+01:00</published><updated>2006-08-28T12:21:31.490+01:00</updated><title type='text'>Wake up and smell the Koffi</title><content type='html'>De volta a um post de Sábado («Koffi must go»), agora que parece consensual a participação portuguesa na nova missão da ONU no Líbano.&lt;br /&gt;Por norma, a participação de forças militares e/ou policiais portuguesas em missões internacionais é inteligente. Necessitamos pertencer à Nato para assegurar a protecção militar para a qual não temos orçamento, e estas missões, levadas a cabo por profissionais que se oferecem para elas, representam um custo aceitável para justificar a nossa pertença à Nato e afins. Mas o custo não é tudo, e a nova missão parece tão mal concebida como a anterior. Além do risco para as vidas dos envolvidos, maior do que parece aceitável, a própria opção política fica diminuída pelo carácter informe de todo o processo, em que (como ficou registado no post de Sábado) o próprio secretário-geral da ONU enfraquece a posição militar e legal das forças a enviar. Se é para uma missão de paz de opereta que vamos, mais vale ficarmos na Bósnia.&lt;br /&gt;E quem quiser fazer um abaixo-assinado neste sentido pode contar com a minha assinatura. Desde que não invoque a defesa dos regimes da Síria e do Irão nem a saída de Portugal da Nato e da EU, claro…&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115676409143920035?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115676409143920035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115676409143920035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/wake-up-and-smell-koffi.html' title='Wake up and smell the Koffi'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115667435253224665</id><published>2006-08-27T11:16:00.000+01:00</published><updated>2006-08-27T11:25:52.606+01:00</updated><title type='text'>Mónica, seguido de alívio</title><content type='html'>Na sua habitual crónica no Público, Maria Filomena Mónica refere-se à entrevista que dei a Pedro Mexia (DN de 11 de Agosto). Primeiro temi, ao reparar que tinha percebido a minha referência crítica ao livro do meu antigo (e grande) professor José Gil, &lt;em&gt;Portugal, hoje&lt;/em&gt;. Mas depois respirei de alívio. Afinal, não havia nada novo na prosa.&lt;br /&gt;Filomena Mónica afirma que essa referência crítica não me impediu de concluir no mesmo sentido de José Gil (p. 71, 1ª coluna);  essa conclusão está errada porque ela não tem medo de existir (2ª coluna); e que ao contrário desta abordagem psicologizante, só com a história o debate sobre as características nacionais não será uma «imbecilidade» (3ª coluna). Sobre estas três afirmações, três comentários.&lt;br /&gt;1)     Nem José Gil, nem Eduardo Lourenço (que também cito), nem eu precisamos de qualificar as afirmações de Mónica como imbecis, logo não discutirei nesses termos as de Gil (é das teses dele que se trata, apesar de Mónica as imaginar «post-modernistas»).&lt;br /&gt;2)     Apesar de formada em Filosofia, Maria Filomena Mónica parece ignorar Lógica. É possível falar do medo de existir apesar de haver portugueses sem esse medo (em proporções grandes, pelo menos). Aliás foi por não o ter em excesso que Gil escreveu. Mas Filomena Mónica também deve pensar que, por não gostar de futebol, não se pode dizer que os portugueses gostam de bola. Não é falta de lógica, é falta daquilo que um autor francês disse ser o que está mais bem distribuído no mundo (bem sei, o autor era francês…).&lt;br /&gt;3)     Quanto ao que eu disse: eu não concluo o mesmo que José Gil. Referi-o, em resposta ao Pedro Mexia, e referi-o para o contrariar. É que, tal como Filomena Mónica, penso que a tese de Gil não colhe, precisamente por, ao contrário do que ela conclui, o medo não ser «eterno». Isso está claro no livro que originou a entrevista e na entrevista fica também claro. Primeiro, digo que o medo foi objecto de análise (que Gil ignora) por críticos («pessoas singularmente destemidas»). Depois, as tais críticas à tese de Gil («ignora as ciências sociais» – não apenas a História, portanto -, «ponto de vista inteiramente abstracto»). E concluo: a europeização provocou «muitas mudanças».&lt;br /&gt;Se me dou a este esclarecimento, é por ter ficado espantado. Não com o trauliteirismo da autora, já conhecido. Não com a falta de lógica, comprovada. Nem sequer com a incapacidade de ler a entrevista (por favor, não leia o livro!). Não, espantou-me uma coisa positiva: Mónica disse o nome de quem falava, o que é muito invulgar em Portugal. E isso é valioso justamente por exibir o fim do medo, e exemplificar (pobremente, de facto) as razões que me levam a não aderir à tese de Gil, demasiado vaga, e à tese de Mónica segundo a qual (cf. fim da crónica) «tal como sucede no caso de uma pessoa a memória de uma nação é a base da sua identidade». Aqui podia falar-lhe dos erros do construtivismo (Hayek), mas no fundo bastava ler Eduardo Lourenço (tal como sugiro na entrevista, aliás). Adiante.&lt;br /&gt;Agora que já tenho o alívio deste insulto espero pelos seguintes. Mais explicações no final da entrevista ao DN...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS – Também no Público de hoje (p. 9), surge o post de ontem de Rui Bebiano, no A Terceira Noite, que aqui destaquei. Sem indicação do blog, espero que com o acordo do autor. Suspeito que o Público não quererá fazer o mesmo com este post, o director tem já currículo em silenciar o que desagrade à colaboradora (dizem «fontes da redacção do jornal», para usar uma fórmula agora bem quente). Caso para dizer que esta gosta de debates mas o jornal onde colabora nem por isso. E por isso mesmo fica aqui no Esplanar, onde João Pedro George já escreveu o bastante sobre Filomena Mónica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115667435253224665?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115667435253224665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115667435253224665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/mnica-seguido-de-alvio.html' title='Mónica, seguido de alívio'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115659674706176837</id><published>2006-08-26T13:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T13:52:27.086+01:00</updated><title type='text'>Koffi must go</title><content type='html'>O secretário geral da ONU acaba de declarar que o desarmamento do «partido de Deus» não pode ser feito pela força. Isto significa apenas uma coisa: o Direito Internacional, que tanto excita os que odeiam a política, é uma ficção (como qualquer estudante de Direito sabe). Quem é suposto fazer algo por ele demite-se e, com isso, comprova que o problema no Líbano não é Israel, mas sim a situação interna. Isto não é substancialmente diferente da decisão de França e Rússia no Conselho de Segurança quando combinaram que, em qualquer situação, o Iraque não poderia sofrer todas as sanções previstas se não cumprisse com a &lt;em&gt;sua&lt;/em&gt; obrigação de dar conta do que sucedera às ADM. O resultado é o que sabemos, felizmente os EUA e as suas costas largas dão para encobrir muito... Mas a Síria já diz que não quer a ONU na sua fronteira com o Líbano, enquanto o Irão lá vai para o nuclear, claro.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115659674706176837?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115659674706176837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115659674706176837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/koffi-must-go.html' title='Koffi must go'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115659005125071401</id><published>2006-08-26T11:56:00.000+01:00</published><updated>2006-08-26T12:00:51.276+01:00</updated><title type='text'>magazine</title><content type='html'>O post do dia está, de novo, &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Para quem não quiser ler muito, pode ouvir a música deste &lt;a href="http://www.markeitzel.com"&gt;senhor&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;America's finest&lt;/em&gt;...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;Ps - E cá fico à espera, então, de saber quais os outros &lt;a href="http://retrato-auto.blogspot.com"&gt;males dos blogs&lt;/a&gt; antes de voltar ao tema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115659005125071401?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115659005125071401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115659005125071401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/magazine.html' title='magazine'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115650522334761247</id><published>2006-08-25T12:16:00.000+01:00</published><updated>2006-08-25T12:28:20.223+01:00</updated><title type='text'>Imprensa</title><content type='html'>O João Villalobos escreve no &lt;a href="http://corta-fitas.blogspot.com"&gt;Corta-Fitas&lt;/a&gt; que o Expresso vai perder 30% da sua mancha de texto, e diz sobre isso o essencial. Tomo por boa a fonte e tomo a notícia também por sinal da dificuldade em encher com texto esse espaço, depois de anos e anos de abandono dos melhores jornalistas e colaboradores. De qualquer modo, é sinal de maior «integração» do Expresso no grupo (na SIC), como o cabeçalho do jornal bem indica. Mais um passo na tendência para o texto se subordinar à imagem...&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Ainda sobre jornais: depois de uma semana a anunciar a revista extra sobre a Superliga, o Público de hoje não a traz. Pelo menos o exemplar que comprei não tinha e no quiosque disseram não a ter recebido. De novo, acredito. Não é a primeira vez e não será a última.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115650522334761247?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115650522334761247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115650522334761247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/imprensa.html' title='Imprensa'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115643943257355443</id><published>2006-08-24T18:07:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T18:10:32.610+01:00</updated><title type='text'>A sorte do costume...</title><content type='html'>As equipas dificilmente podiam ser piores e até a ordem dos jogos é má. Se o Sporting não conseguir, nem jogadores nem técnicos são de culpar, e até lá é torcer pelo melhor. Mas não foi um sorteio, foi um desastre.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115643943257355443?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115643943257355443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115643943257355443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/sorte-do-costume.html' title='A sorte do costume...'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115641985038755140</id><published>2006-08-24T12:41:00.000+01:00</published><updated>2006-08-24T12:44:10.420+01:00</updated><title type='text'>Entre blogs</title><content type='html'>Em comentário à primeira parte de um post de Sérgio Lavos, no &lt;a href="http://retrato-auto.blogspot.com"&gt;Auto-Retrato&lt;/a&gt;, este conjunto de notas sobre a recepção dos blogs e suas recíprocas influências não é um conjunto fechado. Desde logo, aguarda a anunciada continuação da «reflexão» (termo preferido por SL a «discurso crítico»). Daí terminar com uma pergunta.&lt;br /&gt;1)     Quando, no Suplemento 6ª (DN de 18 de Agosto), disse a Pedro Mexia que os blogs são hoje veículo privilegiado para a crítica referia-me ao discurso crítico (visão da sociedade moderna) e não à crítica especializada (de discos, livros, etc.), que predomina nos jornais. Espero que no contexto isso tenha ficado claro. Daí ter também salientado, provocado amigavelmente pelo Pedro Mexia, que a liberdade permitida nos blogs, a de edição, é decisiva. Mais do que o espaço concedido ou o seu destaque num conjunto de outros assuntos, como numa publicação tradicional, a escolha de algo e sua análise ou comentário – desde que crítico, não acrítico – proporcionada pelo blog permite uma liberdade que de outro modo o crítico, dentro de uma instituição maior, não teria. Mesmo se para isso tem de fazer outros sacrifícios (rendimentos, acesso ao grande público, visibilidade nos media tradicionais vocacionados para este…).&lt;br /&gt;2)     Por isto, diferencio entre blogs que reproduzem o que se faz na comunicação social tradicional, a maioria, e aqueles que fazem, ou querem fazer, diferente. Chamarmos a essa diferença uma opção pela crítica ou uma opção pela reflexão, parece-me igual. Já depois do seu post «o mal dos blogs (1)», SL aceita coisas que eu não aceito (ver «O crítico responde») mas não será isso que nos irá separar para já. É quando, ao escrever sobre os males dos blogs, SL fala em gerações, que, tal como sucedeu na entrevista do DN, eu me permito objectar. Não vejo novas gerações a surgir, muito menos organizadamente, mas aprecio o facto de SL dizer os nomes em que pensa em vez de usar as fórmulas gastas de sempre («certas pessoas», «alguns», etc.). Os nomes que escreve, num elenco com o qual concordo genericamente, exemplificam mesmo o meu ponto: uma nova geração (de 70 ou outra) não é forçosamente uma geração com novidades instantâneas.&lt;br /&gt;3)     Tanto quanto vi, o sucesso público dos blogs fez-se pela reprodução da visibilidade dos seus autores num novo formato de distribuição. Assim, não espanta que os blogs mais visitados sejam os de Pacheco Pereira e Francisco José Viegas (e daí os ataques que sofreram recentemente, tentativas de parasitagem), nem a simulação de um blog do MEC. Mesmo articulistas menos evidenciados, como eu, o Pedro Mexia ou o João Pedro George, já tinham anos de escrita antes de adicionarem (não foi troca, abandonando o resto) aos seus meios o blog.&lt;br /&gt;4)     O novo formato gerou novidade? Alguma, sim, sobretudo no estilo desenvolto (enfim, uma «referência»!). Mas mais do que isso recuperou o marialvismo, o caceteirismo e outros vícios ainda piores que referi na entrevista. Casos? A disputa entre Blog de Esquerda e Coluna Infame (e o fim desta) ou o blog «muitomentiroso», para dar apenas dois. Hoje nada disso desapareceu, mas o entusiasmo diminuiu e sobressaem os que querem fazer diferente. Quem me chamou a atenção para isto foi o JPG, ao convidar a juntar-me ao Esplanar.&lt;br /&gt;5)     A moda passou um pouco. Ficou quem já escrevia, com maior visibilidade nos sítios onde já escrevia. Mas se virmos bem, o que se escreve num jornal e num blog pouco varia, o formato não é decisivo nos conteúdos, mais será na gestão de imagem. Veja-se a reprodução dos textos de jornal nos blogs, com um pequeno atraso. Por agora, aliás, parece-me que quem surgiu no espaço público apenas e só nos blogs quase não surgiu. Há excepções, admito, mas não me parece que alterem muito o que descrevo. Isto também está ligado ao problema da criação de púbicos, sobre o qual também já escrevi um pouco, e que reproduz em parte o problema que as TV’s interactivas experimentaram: o público, ao contrário dos autores, não quer editar. Quer participar como num clube, mandando bocas nas caixas de comentários ou enviando a sua pequena contribuição para o blogger, que depois coloca on-line. Muita da relação entre bloggers passa também um pouco por aqui, há fenómenos quase de vassalagem ou quase de sociedade de elogio mútuo, mais (parece-me) do que de troca aberta e confiante de pontos de vista (como o Esplanar deve a sua visibilidade muito mais ao JPG do que a mim, sinto-me ainda um pendura desajeitado quando tenho de lidar com esses fenómenos aqui, hesito bastante no protocolo). Isto não espanta tendo em conta o papel que o medo desempenha nas relações sociais de uma sociedade com baixa confiança institucional como é a portuguesa. E os blogs não podem mudar isso de repente, nem por si sós.&lt;br /&gt;6)     Quando surgir a próxima moda (presumo que venha a ser o videolog), lá encontraremos as estrelas da TV e os craques da bola misturados com recém-chegados e opinion makers, enquanto não se procede a nova selecção. Só nessa altura, suponho, será possível começar a ver os blogs como um processo já estável para análise. Ela já é possível agora, mas sempre sob pena de interferir na experiência que se quer acompanhar. Nunca deixará de ser assim, em parte, mas por enquanto parece ser assim quase em tudo. Com a agravante de tais tentativas revelarem apenas uma vontade de influenciar um pouco excessiva (a autocrítica faz o crítico, já o escrevi no século XX…).&lt;br /&gt;7)     Enquanto tudo isso não acontece, uma observação ao que Sérgio Lavos diz a meu respeito. Concordando com o que escreve sobre a autonomia que a nossa (presumo que seja a dele) faixa etária adquiriu nos blogs, penso que também no meu caso o facto de escrever há 11 anos (comecei em 95, entrei neste blog em 2006) é o aspecto decisivo. Mesmo que aqui tenha uma legibilidade que não tinha nem no Expresso (o que acredito, por não confundir legibilidade com visibilidade, em função do que escrevi acima sobre liberdade de edição), o facto é que o meu trabalho não é este, e não apenas por falta de anunciantes aqui (aspecto a resolver, esperamos). É por não ser possível fazer o que me interessa num blog, mas apenas em livros; o caso que SL refere, de Luís Carmelo, é muito frequente entre quem escreve nos blogs, a questão em cada caso está em ver se chega ou não a haver trabalho mais duradouro do que este. Para o blog reservo aquilo que é ocasional, descomprometido, menor. Local de exercício de crítica, ou reflexão, sim; mas sem pensar que será nesse local que se vão gerar diferenças de maior. Podem ser aqui ensaiadas, mas, a terem futuro, tê-lo-ão noutro sítio, de outra forma. Falo apenas por mim, bem entendido.&lt;br /&gt;8)     Como isto já vai longo, fica a pergunta. Quando SL observa que, num sentido, eu, JPG, Rui Tavares, e eu acrescentaria o próprio Sérgio Lavos, estão mais em público por causa nDos blogs e, «noutro sentido», está Pedro Mexia, e outros, calculo que se refira a um corte Esquerda/Direita. Será? Não me incomoda a diferenciação, embora não seja, como já disse, a que eu mais valorizo. Mas fico à espera de saber melhor antes de continuar.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115641985038755140?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115641985038755140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115641985038755140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/entre-blogs.html' title='Entre blogs'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115637029964046895</id><published>2006-08-23T22:52:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T22:58:19.666+01:00</updated><title type='text'>Ciência viva</title><content type='html'>Está decidido, Plutão foi desclassificado. Há vários outros melhor qualificados do que ele para ter esse estatuto e não o conseguem, por isso...&lt;br /&gt;Mas a nota de destaque é a admissão pública de não se saber bem o que é um planeta. Para quem gostar de falar de «os cientistas» como uns seres de bata branca e rigor infalível, desdenhando as ciências sociais como «moles», deve ser triste. Mas para a ciência é só mais um dia de trabalho. E ainda bem.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115637029964046895?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115637029964046895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115637029964046895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/cincia-viva.html' title='Ciência viva'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115633297580150268</id><published>2006-08-23T12:34:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T12:36:15.803+01:00</updated><title type='text'>Dar música</title><content type='html'>Entre os vários sites de música que vale a pena visitar, &lt;a href="http://cornetokalashnikov.blogspot.com"&gt;este&lt;/a&gt; não é actualizado muitas vezes, mas merece atenção.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115633297580150268?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115633297580150268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115633297580150268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/dar-msica.html' title='Dar música'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115624220730870304</id><published>2006-08-22T11:06:00.000+01:00</published><updated>2006-08-23T12:34:05.476+01:00</updated><title type='text'>Rescaldo a quente</title><content type='html'>Já fui acusado em vários sítios (&lt;a href="http://oacossado.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://kinglizards.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://floresta-do-sul.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;, por exemplo) de ser demasiado pessimista quanto às chances do Sporting. Não mudei de ideias desde a última vez que escrevi sobre o caso, acho que com a reviravolta tardia no Porto essas chances melhoraram. Mas só a nível interno, um campeonato pequeno. Optimista, nem com árbitros como o de ontem mudo de ideias.&lt;br /&gt;Como ontem se viu, com a equipa demasiado defensiva da primeira parte, Paulo Bento parece ser um treinador bom para equipas pequenas: cria espírito de grupo, jogo colectivo, equipas atacantes. Mas quando apanha com estrelas do outro lado, encolhe-se. Repito: na Liga dos Campeões, aquela defesa (Ricardo e Polga em particular) é um acidente em cadeia à espera de acontecer, como ontem se viu. O meio campo não filtra melhor com Paredes e Custódio juntos, só ataca pior. E no ataque, Bueno e Deivid são nulos e Liedson demasiado leve. Faltam um trinco e um avançado centro com peso. E os miúdos ainda precisam de crescer muito. Talvez se cairmos na UEFA em Dezembro façamos boa época...&lt;br /&gt;E já agora: aquilo foi o jogo de apresentação do Inter, que apresentou todos os jogadores. Do Sporting... a sensação Dajló não entrou, o renovado Douala ficou a ver Bueno e Deivid, Farnerud marcou em Espanha mas o lentíssimo Paredes é que joga... Mesmo Ronni, Romagnoli e Veloso só entraram no fim. Mal na equipa, mal nas substituições! Se não perdemos, foi por sorte (duas bolas nos postes) e por o Inter não ter forçado.&lt;br /&gt;Mas o que me irrita mais nem é tudo isto, que é previsível. É sobretudo a euforia com um empate a zero, que é bem o símbolo da nulidade das celerações do ano de centenário sem ganhar nada. Pronto, digam lá que exagero, espero bem que tenham razão.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115624220730870304?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115624220730870304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115624220730870304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/rescaldo-quente.html' title='Rescaldo a quente'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115615537588217169</id><published>2006-08-21T11:09:00.000+01:00</published><updated>2006-08-21T11:16:15.930+01:00</updated><title type='text'>Adiamento com justa causa</title><content type='html'>O post a ler, hoje, está &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;. De certo modo trata de uma pré-história, que me interessou no &lt;em&gt;Portugal Extemporâneo &lt;/em&gt;(volume 2), de algo que agora se está a reproduzir e, sobre isso, já escrevi aqui a propósito da criação de públicos nos blogs (com o pouco imaginativo título «o papel do intelecto nos blogs»).&lt;br /&gt;Hoje pensava escrever um post sobre a influência entre blogs, mas pode ficar para amanhã. Oportunidades não faltam, e sobre «&lt;a href="http://retrato-auto.blogspot.com"&gt;o mal dos blogs (1)&lt;/a&gt;», já tenho algumas perguntas.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115615537588217169?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115615537588217169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115615537588217169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/adiamento-com-justa-causa.html' title='Adiamento com justa causa'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115607362275652660</id><published>2006-08-20T12:27:00.000+01:00</published><updated>2006-08-20T17:15:33.220+01:00</updated><title type='text'>Fim da semana</title><content type='html'>Luís Mourão, com a prosa arrumada e a cabeça clara do costume, volta a escrever um post que comprova que as melhores polémicas são as que se (des)cruzam. Ainda bem.&lt;br /&gt;Entretanto, a referência no Abrupto ao site do Fernandes do DN veio reforçar aquilo que aqui escrevi anteontem, pelo menos assim o li eu e mais dois envolvidos na questão antiga da crítica (ainda sobre isso, Daniel, espero que não me tenha levado a mal, tentei não ser paternalista, muito menos professoral). No mesmo post, contudo, é só impressão minha ou as referências a «uma era de engraçadinhos» fazem lembrar o que Prado Coelho escrevia há quase duas décadas por ocasião do surgimento de &lt;em&gt;O Independente&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Post revisto e corrigido graças a um simpático leitor atento. Bem me dizia o João Pedro George para escrever primeiro os posts e depois copiá-los para o blogger...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115607362275652660?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115607362275652660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115607362275652660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/fim-da-semana.html' title='Fim da semana'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115598382947769337</id><published>2006-08-19T11:11:00.000+01:00</published><updated>2006-08-19T11:37:09.516+01:00</updated><title type='text'>Polémicas cruzadas</title><content type='html'>No &lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;Manchas&lt;/a&gt;, Luis Mourão pede-me explicações sobre o meu post de há dois dias:&lt;br /&gt;«Meu caro Carlos Leone: se ao lado da Arendt de &lt;em&gt;Eichmann em Jerusalém&lt;/em&gt; colocar o Grass de &lt;em&gt;O tambor&lt;/em&gt;, acha que poderá manter a distinção entre um Grass &lt;a href="http://esplanar.blogspot.com/2006/08/grass-no-aniversrio-de-caetano.html"&gt;“vazio e retórico&lt;/a&gt;” e uma Arendt “analítica e séria”?» O ponto do meu post não era esse, mas não me custa responder e depois voltar ao meu tema (entretanto bem explorado também no &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com"&gt;Da Literatura&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://fugaparaavitoria.blogspot.com"&gt;Fuga para a Vitória&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;O Amigo do Povo&lt;/a&gt;, pelo menos).&lt;br /&gt;E a minha resposta é que não ponho as obras de Grass (romancista) e Arendt (filósofa) lado a lado, não me parece que sejam comparáveis. O que fiz foi comparar as declarações públicas de Grass, suposta autoridade moral, com uma reportagem para o «grande público» (ao menos maior do que o público específico de Filosofia). Isto é, comparei duas intervenções públicas.&lt;br /&gt;Outra coisa: parece mais ou menos consensual que Grass continua a ser o grande escritor que até agora era. Mas o silêncio que caiu sobre as suas tiradas parece-me estranho. Se querem recusar a Grass a autoridade de as pronunciar, percebo (é a mesma lógica da atitude de Grass durante décadas...). Mas o que não vejo é ninguém manter as mesmas tiradas grandiloquentes e tremendas e essas deviam poder manter-se. Acho que quem gostava do civismo dele devia agora assumir como suas, sem recorrer ao facto de terem a marca de origem de Grass (agora desqualificado), essas lições de moral tão edificantes.&lt;br /&gt;E com isto retorno ao meu ponto. O meu post era sobre o ódio à mudança que este caso (como tantos outros) revela. Daí a relação com o centenário de Marcelo, transformado pelas TV's em historieta de Verão. Permito-me estranhar tanta indignação com os alemães e tanto desinteresse face às nossas realidades. Mas como já disse acima (e já ontem deixei comentado no &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;A Terceira Noite&lt;/a&gt;) ainda bem que houve nos blogs quem não se satisfizesse com a «evocação» de Caetano.&lt;br /&gt;Note que não me importo de escrever sobre Grass, embora não me motive muito. Em rigor, as suas observações no Manchas dizem muito do que eu diria sobre o tema do ponto de vista literário (aquele que deveria ser determinante, afinal). Espero que esta explicação tenha deixado mais claro o que me levou a escrever esse meu post. Há uns dias tive de discutir o que era fascismo quando tinha escrito sobre liberalismo e a nossa falta dele, agora sobre Grass quando escrevia sobre Caetano e o ódio à mudança... Enfim, deve ser dificuldade minha em explicar-me, obrigado por me ter chamado a atenção.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115598382947769337?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115598382947769337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115598382947769337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/polmicas-cruzadas.html' title='Polémicas cruzadas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115589442290331052</id><published>2006-08-18T10:36:00.000+01:00</published><updated>2006-08-18T10:47:02.960+01:00</updated><title type='text'>Notas finais a uma conversa com Pedro Mexia</title><content type='html'>É hoje publicada no DN (suplemento «6ª») uma conversa minha com Pedro Mexia. O tema é um livro meu do ano passado, &lt;em&gt;Portugal Extemporâneo&lt;/em&gt; (2 vols., INCM). Esta nota serve para «arrumar» duas questões mencionadas na entrevista que, nas semanas que mediaram entre gravá-la e publicá-la, tiveram desenvolvimentos. Uma é a função do discurso crítico e a sua relação com o jornalismo actual; a outra é a função dos blogs até hoje e no futuro previsível.&lt;br /&gt;1. Como escrevi aqui, ainda antes da entrevista, não penso que a crítica esteja morta ou a morrer, apenas em mudança de funções e, consequentemente, de características. Os motivos para isto, apresentei-os em dois posts sucessivos (19 e 20 de Junho) que mereceram comentários vários.&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com"&gt;Da Literatura&lt;/a&gt;, Eduardo Pitta ignorou-os e preferiu falar como se entre crítica e publicidade promovida por editoras não houvesse diferença; é com ele, quem quiser pode ir por aí, é legítimo, apesar de eu ver nisso uma incompreensão do que está em causa (o meu argumento é todo outro: um crítico não espera pelos «envios», tal como um jornalista não espera por «notícias» de nenhuma «agência».).&lt;br /&gt;Um indivíduo que perpetra no blog &lt;em&gt;Frenchkissin’&lt;/em&gt; (no kidding, no link) e pertencente à direcção do DN (onde parece ser um digno sucessor de Luís Delgado), optou pelo anti-intelectualismo, parecendo apostado em provar que a escrita pode ser inteiramente braçal, dispensando o intelectual – e, lendo-o, como duvidar? Na ânsia de provar que eu e Pitta o julgamos estúpido, descobriu uma série de pérolas: a INCM tira dinheiro aos contribuintes (os intelectuais não pagam impostos, depreende-se), os seus livros não interessam a ninguém, o meu post queria que os jornais mudassem por completo para me agradar (ler também não requer intelecto, como se comprova), o pacote completo em 4 linhas (com jornalistas destes as «agências» são bem necessárias!). Uma resposta intelectual, adaptada de Schopenhauer, seria dizer que quando um post bate em certas cabeças e se produz um som oco, essas cabeças pensam sempre que o som vem do post... Mas não me parece que seja «da vaidade», na verdade o caso é interessante por dois motivos: por mostrar como o que escrevi sobre a crítica – e repito na entrevista – se aplica ao jornalismo em geral, e por relacioná-lo com a função dos blogs.&lt;br /&gt;Na verdade, os meus posts, tal como a entrevista, não atacam o jornalismo nem os jornalistas. Longe do tom acusatório que muitos associam (superficialmente) ao &lt;em&gt;Esplanar&lt;/em&gt;, o focado, desde o título até ao fim, foi a mudança de funções da crítica (de mediação social para um estatuto marginal, cedendo o seu lugar à publicidade). Ora a incapacidade do sr. Fernandes do&lt;em&gt; DN&lt;/em&gt; o ler é reveladora de como isto se aplica ao jornalismo. O Sr. Fernandes insulta quem não conhece, julga que a INCM em vez de dar lucro para os cofres do Estado retira dinheiro aos contribuintes, dá por adquirido que os livros que ele não lê não são lidos por ninguém e supõe que eu, George, Pitta, etc., temos dificuldades em aceder aos jornais (guardei este post para hoje por isso mesmo, lógico). O que permite aplicar a definição kantiana de estupidez ao sr. Fernandes do DN: incapaz de ver as coisas de outro ponto de vista que não o seu. Cão de guarda pavloviano, supôs que as minhas referências ao jornalismo eram novos ataques do &lt;em&gt;Esplanar&lt;/em&gt; ao critério editorial de Nuno Galopim e à alta influência do Provedor no DN (cargo vazio, como é normal em Portugal), e vai daí ripostou a um ataque que não tinha sofrido. Claro que nem eu nem Pitta perdemos tempo com respostas e polémicas à portuguesa. Ele apenas exemplifica um ponto que eu usava para explicar a evacuação da crítica dos media, a saber, a conversão dos media em mass media, nos quais não é a palavra crítica a dominar e mediar, mas a imagem a ocupar todo o espaço. Os artigos são vistos, não lidos, tal como na TV as pessoas aparecem mas não são ouvidas. Neste contexto, a crítica não faz falta e jornalistas que saibam ler um simples post e escrever com equilíbrio seriam enigmas para os compradores de jornais, que já não são leitores mas tele-espectadores momentaneamente sem ecrans − se não lerem o jornal na net. O que conta é o efeito, a tirada bombástica. E em Inglês, língua sofisticada, para ter mais estilo! (Quando Pacheco Pereira, durante o Mundial, se perguntava porque é que o Público dava as primeiras 17 páginas do jornal à bola, a resposta era evidente: por ser um sucedâneo da transmissão televisiva. A propósito, o ano passado foi Pacheco Pereira, não por acaso malvado intelectual, quem divulgou na blogosfera a ideia de a INCM ser feita à custa do nosso – se me permitem – dinheiro.)&lt;br /&gt;Os jornais são hoje mais bem escritos do que no passado da «tarimba», desde logo um resultado indirecto da liberdade. Só que a cultura dessa liberdade, a da crítica moderna, está já datada.&lt;br /&gt;2. O que liga isto aos blogs é a crença do Pedro Mexia, em grande parte auto-justificativa, em serem eles «o» futuro. O Pedro pensa muito em termos de choque de gerações (que em Portugal é sempre raro e equívoco) e tende a ignorar a realidade de a maioria dos blogs ser puro esgoto. Se duvidam, o meu argumento é que foi em resposta às enormidades de Fernandes que, no &lt;a href="http://corta-fitas.blogspot.com"&gt;Corta-Fitas&lt;/a&gt;, João Villalobos, e, no &lt;a href="http://fugaparaavitoria.blogspot.com"&gt;Fuga para a Vitória&lt;/a&gt;, Daniel Melo, contribuíram para a discussão. Não em resposta ao meu texto, ou aos artigos no &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; por A. M. Seabra que lhe serviram de pretexto, nem sequer ao post de Pitta. Foram ao mais nulo contributo e nem sequer para ver nele virtudes escondidas. Foram vituperá-lo, inocentemente, convencidos que ao escolherem o mínimo denominador comum faziam algum bem. No caso de Daniel Melo, que adoptou convictamente o registo indignado da morte da crítica e chegou a falar em censura, verificou-se mesmo o equívoco de pensar que o meu texto era nesse sentido acusatório, uma leitura tão desajustada como a de Pitta, e não é a simpatia do que escreveu a respeito do meu post que muda nada. Em ambos os casos, leram o que queriam ler.&lt;br /&gt;O problema da blogosfera, escrevi-o no volume 2 de &lt;em&gt;Portugal Extemporâneo&lt;/em&gt; e repito-o, é o mesmo de todas as inovações técnicas e das modas que o precederam (e das que lhes vão suceder): reproduzir por novos meios os piores vícios da cultura acrítica, anti-crítica (anti-intelectual) de uma sociedade ainda dominada pelos medos mais ridículos que se pode ter. Nenhuma inovação tecnológica pode vencer isto, não há choque ou subversão que destrua isto, só o trabalho longo, persistente e lúcido.&lt;br /&gt;Muito longe, portanto, das supostas virtudes únicas dos blogs como criadores do futuro. Não, tal como disse no livro, no post e na entrevista, os blogs não são revolução nenhuma, nem com Nietzsche nem com Agostinho da Silva à mistura. São mais do mesmo. Do mesmo de sempre, agora com textos cada vez mais curtos (o digital permitia dispor de mais espaço, ainda se lembram do que se dizia no início?), para gente cuja experiência de escrita e de leitura se faz por mensagens de telemóvel que se escrevem sozinhas.&lt;br /&gt;Não é uma condenação, é uma constatação. E se há excepções (por o &lt;em&gt;Esplanar&lt;/em&gt; ser uma eu passei a escrever nele), elas não mudam a regra. Esta só mudará se, e quando, a próxima moda chegar (será o V-log, que já existe?) e os vivaços passarem a ela, com o discurso crítico a ganhar uma preponderância na «blogosfera» que até hoje nunca esteve perto de ter. O que eu duvido, mas não me importo de escrever como se acreditasse.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS- A entrevista está editada de forma bastante fiel, o que eu bem sei ser complicado. Um ou outro pormenor, como na questão dos estrangeirados, não me impedem de rever nela a conversa. A crítica ao volume I surpreendeu-me pela positiva, desde logo por ser a esse volume. E as fotos de Leonardo Negrão são muito melhores do que eu supunha ser possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115589442290331052?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115589442290331052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115589442290331052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/notas-finais-uma-conversa-com-pedro.html' title='Notas finais a uma conversa com Pedro Mexia'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115582732720396820</id><published>2006-08-17T15:23:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T16:08:47.450+01:00</updated><title type='text'>Grass, no aniversário de Caetano</title><content type='html'>Tenho seguido, sem especial zelo nem verdadeiro interesse, o que se tem escrito sobre a confissão autobiográfica de Grass. Que pertenceu voluntariamente às Waffen SS, durante quatro meses, sem ter disparado um único tiro. Pelos vistos já era pacifista nessa altura, eu acho que lhe fica bem, apesar de me parecer improvável. Mas, de facto, no fim da Guerra já os pretorianos do regime tinham caído em desgraça pela sua crescente ineficácia em combate (mesmo se foram os voluntários franceses da Divisão Charlemagne que defenderam o bunker de Hitler em Berlim), o suposto exclusivismo rácico ariano tinha ido às malvas com pretextos cada vez mais sensacionais por força de alistamentos (pouco voluntários, aliás) cada vez maiores, e, aspecto que talvez alguns não saibam, as Waffen SS eram forças de combate, não as SS que estavam nos campos de concentração.&lt;br /&gt;O episódio, em si mesmo, não é nada de novo. Uma descarada manobra de promoção editorial (como se prova pelo «adiantamento» da data de saída da autobiografia) feita à custa da mesma moralina que fez a fama literária de Grass (prémio Nobel incluído), como os seus leitores salientam (por exemplo em &lt;a href="http://aterceiranoite.blogspot.com"&gt;A Terceira Noite&lt;/a&gt;). Chamar consciência moral a quem nunca fez mais do que generalizações vazias e grotescas sobre história sempre foi rídiculo, como o é agora. Hoje, como sempre, os méritos do escritor valem se, e apenas se, não incomodarem as opções (inertes, na sua maioria) do público. Assim, ontem, Grass era um grande escritor porque dizia o género de inanidades sobre consciência histórica (anti-ocidental, desde logo) que o pacifismo de esquerda gostava de reproduzir sem se importar de, com isso, depreciar sem critério um povo e uma nação capitais na história e consciência europeias. Hoje, Grass, o homem, não mais será ouvido porque disse a verdade a respeito da sua vida - crime mortal, como ele bem sabia este tempo todo.&lt;br /&gt;A literatura, essa, sempre foi pretexto, está visto (para algumas achas para esta fogueira esquecida, ver &lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://estadocivil.blogspot.com"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Sem discordar muito do que Eduardo Pitta &lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com"&gt;escreve&lt;/a&gt;, eu gostaria de aproveitar o centenário de hoje para lembrar duas coisas:&lt;br /&gt;1) Foram os mesmos alemães que fizeram a guerra e o extermínio de judeus que fizeram a União Europeia que hoje nos é tão indispensável. Exactamente os mesmos, apenas um pouco mais velhos e muito mais experientes do que eram quando andavam a destruir a Europa em nome do III Reich. E se críticas à justiça e à memória alemãs havia a fazer (e havia, há sempre), mais valia terem lido a Arendt de &lt;em&gt;Eichmann in Jerusalem&lt;/em&gt; (há uma tradução portuguesa recente, julgo que na Tenacitas). A diferença é que onde Grass é vazio e retórico, Arendt é analítica e séria. E isso permite ver as continuidades mas também as diferenças. São as segundas que fazem dos humanos uma espécie singular.&lt;br /&gt;2) Quem tanto se excita com Grass podia aproveitar o centenário de Marcello Caetano para notar como são também os portugueses que não se revoltaram durante décadas, que foram para África matar os locais, que estiveram na PIDE, etc, etc., durante muito mais tempo do que durou o nazismo, que, hoje, são democratas, europeus, moderados e hospitaleiros. Afinal, hoje, até o mesmo Pulido Valente (que não muda a não ser em mudar de cada vez que precisa escrever nova bombarda) que há duas semanas falava de Marcello como um moderado liberal em tudo diverso de Salazar, que nos conta, como se tivesse estado lá, a chacina que o moderado Caetano tentou perpetrar no Carmo a 25 de Abril de 1974 (está no «ensaio» no &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;). Os portugueses mudaram? Se não mudaram, comecemos pela condenação colectiva definitiva que nos falta e deixemos a dos alemães. Se mudaram, admitamos que os alemães fizeram o mesmo. Que todos os povos o fazem, desde que não optem pelo isolamento.&lt;br /&gt;Mas no país onde a evolução de Freitas é apreciada pela Esquerda, a de Grass não. Parece que aos 17 anos se deve ter uma consciência política especialmente afinada. No fundo, a hipocrisia é a mesma, e resume-se não só ao ódio à liberdade (como escreve Pedro Mexia) mas ainda ao ódio à mudança. A Direita, unidade mítica, disfarça-a com o amor à tradição (quase sempre inventada). A Esquerda, sempre «única» por excomugar as vozes dissonantes, não tem esse recurso e necessita da ética da convicção, sempre pronta a mudar de sinal. Eu, weberiano, constato a falta de ética da responsabilidade de uns e outros. Mas continua, é bom para o negócio...&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115582732720396820?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115582732720396820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115582732720396820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/grass-no-aniversrio-de-caetano.html' title='Grass, no aniversário de Caetano'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115573180058729401</id><published>2006-08-16T13:19:00.000+01:00</published><updated>2006-08-16T13:36:40.683+01:00</updated><title type='text'>Uma polémica gira (outra nem tanto)</title><content type='html'>Plutão deve ou não ser planeta? para quando uma resposta no &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;Abrupto&lt;/a&gt; a esta candente (gelada, na realidade) questão que actualmente divide astrónomos?&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - No &lt;a href="http://retrato-auto.blogspot.com"&gt;Auto-Retrato&lt;/a&gt; está bem visto: o «h» ou «H» em «(?)olocausto» deve ser assunto para o Provedor do Público...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115573180058729401?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115573180058729401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115573180058729401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/uma-polmica-gira-outra-nem-tanto.html' title='Uma polémica gira (outra nem tanto)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115565316540016376</id><published>2006-08-15T15:39:00.000+01:00</published><updated>2006-08-15T15:46:05.460+01:00</updated><title type='text'>Quase polémicas</title><content type='html'>Algumas farpas perfazem quase polémicas,neste Verão atípico que chega a meio de Agosto sem ter visto «a» sua deste ano. Epifenómenos recentes:&lt;br /&gt;O holocausto, com caixa baixa ou alta? Muito bem o que JPP escreve no &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Os blockbusters do Verão e o estado acrítico da crítica de cinema, caso extremo da mudança de funções mediadoras da crítica para a publicidade: &lt;a href="http://ntvpi.blogspot.com"&gt;não temos vida para isto&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;E a minha aposta, não confio que vá pegar mas enfim: então o nosso ministro da Defesa passa revista às tropas (no Kosovo, neste caso) de óculos escuros postos? Vi na RTP1, hoje, pensei que ele ia à praia...&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115565316540016376?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115565316540016376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115565316540016376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/quase-polmicas.html' title='Quase polémicas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115542550981383718</id><published>2006-08-13T00:31:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T17:27:19.780+01:00</updated><title type='text'>Inteiramente de acordo</title><content type='html'>com este post&lt;br /&gt;&lt;a href="http://maiscidadequesexo.blogspot.com/2006/08/e-o-crocodilo.html#links"&gt;Mais cidade que sexo: E o crocodilo?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;a falta que um crocodilo faz, de facto.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Post de dia 14, apesar do que diz o Blogger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115542550981383718?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115542550981383718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115542550981383718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/inteiramente-de-acordo.html' title='Inteiramente de acordo'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115542461892644164</id><published>2006-08-13T00:02:00.000+01:00</published><updated>2006-08-13T00:16:59.040+01:00</updated><title type='text'>Rever, sem amalgamar</title><content type='html'>Um debate sobre o que foi o liberalismo, aqui, no &lt;a href="http://umblogsobrekleist.blogspot.com"&gt;1bsk&lt;/a&gt;, no &lt;a href="http://fugaparaavitoria.blogspot.com"&gt;Fuga&lt;/a&gt;, no &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;Abrupto&lt;/a&gt; e noutros sítios (e não foram poucos) transformou-se no &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;Amigo do Povo&lt;/a&gt; num debate sobre o que foi o fascismo (tem a sua piada, mas não sei se Passos a apreciaria). Entretanto, já no Fuga para a vitória (caixa de debate ao post de Daniel Melo de 8 deste mês), o amigo do povo Fernando Martins sugeriu que se convertesse a discussão em livro. Daniel Melo discorda, por entender que demoraria bastante tempo. Eu concordo, mas com mais algumas observações.&lt;br /&gt;Primeira, a ideia contraria uma distinção lembrada por Bruno Cardoso Reis no post do Amigo do Povo que deu origem à «fase fascista» da discussão, entre ensaios académicos e posts. Eu adopto a distinção, logo o livro ou tem vida própria ou não deve existir. E em qualquer caso não dispensa outras discussões.&lt;br /&gt;Depois, basta compilar os posts e os comentários para ter um volume electrónico autónomo. Sobretudo se a discussão continuar, agora que as perguntas que me foram feitas ficaram respondidas (aguardo resposta às minhas).&lt;br /&gt;Mas, sobretudo, por não me pretender afastar do essencial. E o que me interessa não é discussões sobre «o» fascismo (como se este fosse um ser em si), mas compreender o que o liberalismo é e não é em Portugal. Repito, espero que agora com maior clareza: o liberalismo quanto a mim não é uma doutrina política do século XIX. Pelo contrário, é a tradição cultural (política, económica, moral, etc.) que na Europa veio a criar a Esquerda e que depois, com o seu triunfo político, veio a criar o próprio século XIX tal como o conhecemos no Ocidente. Daí que rever a sua crise no século XX não possa ser um mero exercício de história política ou económica (quanto à ideia de a história passar sem conceitos, como F. Martins afirma, dispensa comentários ao autodestruir-se). A sua crise entre as Guerras merece revisão em termos europeus por permitir diferenciar modernidades: a da Europa do Norte, a da Europa do Sul e a Peninsular. Esta última em particular, pois a península resistiu tenazmente à modernidade (ao capitalismo, à Reforma, à ciência moderna, ao liberalismo, etc.) e, por conseguinte, entre nós a crise do liberalismo fez-se sem o seu prévio triunfo. Escrevi aqui a 24 de Julho (esta data...) que, em Portugal, a crise do liberalismo português se deveu a um confronto entre fascismo e comunismo num contexto ainda pré-moderno, ao contrário do contexto da maior parte da Europa ocidental em que esse confronto também se produzia. Saliento que para todos estes termos as acepções políticas e económicas só possuem sentido se reportadas a uma acepção cultural mais ampla, mesmo que mais complexa. E só isso tem sentido histórico, pois sem esse quadro cultural não há nenhum outro mais especializado (económico, político, etc.) que se possa auto-sustentar; só com essa percepção se pode proceder a investigação específica (como já escrevi, é isso que distingue, ainda que apenas um pouco, Pulido Valente dos seus seguidores). Volto a recomendar um livro a que hei-de voltar, &lt;em&gt;O Pensamento Político Português no Século XIX&lt;/em&gt; (de António Pedro Mesquita, na INCM, 2006). É anterior ao período que mais me interessa, mas especifica com muita informação que eu não poderia fornecer o quadro cultural português a que me refiro, remetendo para o século XIX muito do confronto entre reacção e comunismo que me interessa ao pensar no século XX.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115542461892644164?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115542461892644164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115542461892644164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/rever-sem-amalgamar.html' title='Rever, sem amalgamar'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115533902418959896</id><published>2006-08-12T00:27:00.000+01:00</published><updated>2006-08-12T00:30:24.226+01:00</updated><title type='text'>Remédio para feridas narcísicas</title><content type='html'>Da maneira como os ânimos andam, &lt;a href="http://psisalpicos.blogspot.com"&gt;este&lt;/a&gt; blog que descobri por acaso parece-me ser obrigatório nos favoritos de toda a gente.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115533902418959896?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115533902418959896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115533902418959896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/remdio-para-feridas-narcsicas.html' title='Remédio para feridas narcísicas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115525792838133922</id><published>2006-08-11T01:58:00.000+01:00</published><updated>2006-08-11T02:05:51.926+01:00</updated><title type='text'>A terra a quem a trabalha (ideia para uma campanha do PCP)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/risoamaro,de%20De%20SantisINs2por3.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/risoamaro%2Cde%20De%20SantisINs2por3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A votação iniciada no dia 4 prossegue. Não 2, Sim 0. Entretanto, no Público de dia 10 já surgiu uma reacção feminista. Até ela, que tenha notado,  de interesse só tinha visto uma reportagem na última «Pública», na qual se dizia que a hora de pico nos blogs feministas é a da emissão do programa Maxmen na TVI (nunca vi a revista nem o programa, não sei interpretar). Espero que a imagem, tirada do Às 2 por 3, incentive a participação nesta magna questão cívica. Não que eu esteja retido num aeroporto (a esta hora a Diana Andringa já deve ter um documentário a explicar que nada aconteceu ontem), mas estou um pouco atarefado.&lt;br /&gt;CL &lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115525792838133922?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115525792838133922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115525792838133922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/terra-quem-trabalha-ideia-para-uma.html' title='A terra a quem a trabalha (ideia para uma campanha do PCP)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115519150785006835</id><published>2006-08-10T07:28:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T07:31:47.896+01:00</updated><title type='text'>Desde ontem</title><content type='html'>Comecei a acreditar nas chances do Sporting.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115519150785006835?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115519150785006835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115519150785006835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/desde-ontem.html' title='Desde ontem'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115510316568175195</id><published>2006-08-09T06:51:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T06:59:25.683+01:00</updated><title type='text'>À vossa</title><content type='html'>Com os meus agradecimentos à &lt;a href="http://contemplamento.blogspot.com"&gt;Gabriela&lt;/a&gt; e à &lt;a href="http://womenageatrois.blogspot.com"&gt;Shyznogud&lt;/a&gt;, informo que a votação aberta no inquérito de Verão do Esplanar (ver em baixo «As urnas estão abertas (as cervejas não)») já começou. Não 1, Sim 0. Voltaremos ao tema do feminismo um dia destes, por agora ficam os links.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115510316568175195?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115510316568175195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115510316568175195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/vossa.html' title='À vossa'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115510268200362116</id><published>2006-08-09T06:49:00.000+01:00</published><updated>2006-08-09T06:51:22.033+01:00</updated><title type='text'>A razão</title><content type='html'>Sem ser decerto sua intenção, Fernando Venâncio explicou-me no Aspirina B a razão de eu não ter herança para deixar ao meu petiz.&lt;br /&gt;«Caro Carlos Leone,&lt;br /&gt;Se toda a malta tivesse a sua moderação (e discernimento), isto andava um bocado mais calmo. Obrigado.»&lt;br /&gt;De nada, eu é que agradeço.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115510268200362116?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115510268200362116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115510268200362116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/razo.html' title='A razão'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115503434720951388</id><published>2006-08-08T11:45:00.000+01:00</published><updated>2006-08-08T11:52:27.290+01:00</updated><title type='text'>Leituras</title><content type='html'>As coisas da Sábado que Pacheco Pereira publica agora no Abrupto surpreendem: esquecemos a guerra e as suas realidades por não termos tido uma Guerra Civil como Espanha e não termos participado na Guerra Mundial de 1939-45? Pelos vistos as guerras coloniais nunca existiram, no &lt;em&gt;lobby&lt;/em&gt; para sermos o braço armado da ONU no Médio Oriente...&lt;br /&gt;Mais triste ainda: a notícia de abertura do suplemento Local do Público de hoje. Devia ser manchete do jornal, é indicador do subdesenvolvimento do país: o abandono de animais de estimação continua a crescer. Mete nojo. Os «donos» é que deviam ser «postos a dormir». Mas se nem o homícidio incomoda a justiça, como se viu no caso Gisberta, não espanta a complacência.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115503434720951388?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115503434720951388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115503434720951388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/leituras.html' title='Leituras'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115503126877869414</id><published>2006-08-08T10:50:00.000+01:00</published><updated>2006-08-08T11:01:08.820+01:00</updated><title type='text'>Dúvida quase metódica</title><content type='html'>Apesar de não ter mudado de opinião, um diálogo com um leitor (Roberto Gorjão, autor do blog castelosnoar) e várias discussões em curso estão a contribuir para duvidar um pouco da minha descrença nas caixas de diálogo. De vez em quando há mesmo diálogo... Como testemunho, uma parcela de uma conversa a decorrer no Aspirina B, em torno de um post de Fernando Venâncio («Bombardear, claro!», de 5 de Agosto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Caro Fernando,&lt;br /&gt;De acordo, há aproveitamento. Uma ofensiva desta envergadura é claramente preparada e depois lançada quando há um pretexto. Mas do que se trata aqui é de duas guerras por procuração: uma entre Israel e a Síria (as Quintas «doadas» ao Líbano, os Montes Golã), outra entre EUA e Irão (nuclear, terrorismo). Ao contrário (saliento isto) do que sucede na Palestina, aqui não me custa alinhar por um lado, apesar das mortes e deslocamentos (que também as há em Israel, e por serem menos não são menores): estou por Israel e EUA, embora não seja pelas armas que vão vencer. Elas não passam de preparação do terreno, passe a crueldade de dizer isto assim. A Guerra Fria ainda está bem viva em certas partes do mundo.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um exemplo entre outros, do gaspacho ao fascismo, passando pela arte de linkar. Curiosamente é na altura em que (supostamente) há menos leitores/autores que duvido de uma das coisas que tenho por mais certas no que toca a blogs. Mas ainda não mudei de ideias relatvamente ao que escrevi há uns tempos em «o papel do intelecto nos blogs» (I e II).&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115503126877869414?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115503126877869414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115503126877869414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/dvida-quase-metdica.html' title='Dúvida quase metódica'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115494498304924213</id><published>2006-08-07T10:59:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T11:03:03.146+01:00</updated><title type='text'>Publicidade gratuita</title><content type='html'>Pode parecer suspeito no meio de tantas editoras novas falar de uma que já publicou um livro do João Pedro, mas como ontem, sem sequer procurar intencionalmente, voltei a ficar impressionado...&lt;br /&gt;A Tinta da China publica livros diferentes do que é norma, com apresentação mesmo muito boa. E a preços razoáveis.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115494498304924213?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115494498304924213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115494498304924213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/publicidade-gratuita.html' title='Publicidade gratuita'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115485383002201185</id><published>2006-08-06T09:36:00.000+01:00</published><updated>2006-08-06T09:43:50.050+01:00</updated><title type='text'>Espero bem enganar-me</title><content type='html'>O empate ontem foi justo, e bom para arrefecer o entusiasmo prematuro.&lt;br /&gt;O pior é que as coisas vão sendo como esperado: jogar com Deivid é jogar com dez, Polga continua um susto, Paredes não tem ritmo para uma época no futebol europeu numa equipa que queira ganhar, Liedson parece em queda e Bueno não engana, é outro flop. O banco, ou é serviços minimos ou é muito novo. Se Ronni, Romagnoli e Carlos Martins continuarem assim, por um tempo disfarçam isto. Mas sem um trinco que filtre bem, e o Sporting não o tem (Custódio é demasiado leve para a posição), aquela defesa vai envergonhar muito o clube na Champions.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115485383002201185?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115485383002201185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115485383002201185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/espero-bem-enganar-me.html' title='Espero bem enganar-me'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115477266170689208</id><published>2006-08-05T11:03:00.000+01:00</published><updated>2006-08-05T11:12:03.153+01:00</updated><title type='text'>O fascismo nunca existiu? (Situação europeia e consciência nacional)</title><content type='html'>Pede-me Bruno Cardoso Reis, em O Amigo do Povo, explicações:&lt;br /&gt;«Para já deixo-lhe a ele e aos demais anti-revisionistas um par de perguntas: Como é que definem fascismo? O Salazarismo é fascismo porquê?»&lt;br /&gt;Deve-se isto a um post meu, «Rever a crise do liberalismo», em que em vez do jogo do empurrar a culpa entre Esquerda e Direita sobre culpas e mentiras relativamente aos crimes políticos do século XX, sugeri que a crise do liberalismo é o tema que mais importa, mas que nessas polémicas mais se esquece. Ou seja, não adiro aos termos da discussão «quem matou mais, rojos ou falangistas?». Isto exclui-me de quase todos os «demais» a que Bruno Cardoso Reis se refere, mas em todo o caso prefiro por agora a companhia deles à dos historiadores que Bruno Cardoso Reis muito respeita.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, temo desapontá-lo com a seguinte resposta (no Vox Populi de O Amigo do Povo já falei dos aspectos menores da discussão):&lt;br /&gt;1) O fascismo como ideologia foi tão vazio que nem tem uma definição forte, como a que há para comunismo (aliás requerendo várias distinções) e nazismo. De origem italiano e revivalista da Roma imperial, difundiu-se em versões igualmente vagas entre regimes de países com histórias que se prestavam a ser mitificadas de modo similar A única resposta que vejo ser viável é, não uma definição de género «tipo ideal», sempre de tipo contextual. Pelo que,&lt;br /&gt;2) O salazarismo foi um regime fascista por se filiar explicitamente no movimento italiano que cunhou o termo (apesar de a sua realidade militar nada ter que ver com a do Império Romano…), por só se ter afastado dele quando a derrota do Eixo era inevitável, e por nunca ter mudado significativamente a sua política antimoderna (o que não significa que não tenha havido modernistas, coisa diversa, a servir de adorno ao regime), isto é, antiliberal, antidemocrática, e uma série de outros «anti» que caracterizam bem a natureza reactiva dos movimentos políticos (português, espanhol, italiano, e não só) que merecem a designação «fascista». Ou, para quem tiver pruridos, «filofascista», «protofascista», etc.&lt;br /&gt;Pode preferir um método de definições gerais, mas até hoje nunca vi nenhuma que resolvesse «indiscutivelmente» o seu problema em encontrar uma definição satisfatória. Alias, no seu post di-lo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto, uma nota de destaque: como acabei de repetir em 2), o meu post salientava que o Fascismo, tal como o Comunismo, se fez na Península contra a modernidade, e não sobre a modernidade como sucedeu no resto da Europa Ocidental. É um ponto decisivo, se me permite. Remete para a história de Portugal na modernidade e é dentro desta que enquadro toda a discussão (indiquei bibliografia bem como pistas de pesquisa por explorar). Falo portanto de um liberalismo anterior à revolução francesa, que fez o seu caminho como tradição daquilo que veio a chamar-se Esquerda contra o absolutismo, e que, em Portugal, nunca vingou. Ora, apesar de ser preciso diferenciar em vez de amalgamar (como escrevi no meu post), há uma nítida e proclamada coincidência entre a reacção na Europa e o conservadorismo português, que sempre se inspirou nela apesar de cá nunca ter havido revolução (tal como importámos a Contra-Reforma sem termos tido Reforma). E não é a mitificação vagamente biográfica de individualidades (João Franco ou Paiva Couceiro) que serve como modelo para discussão do processo histórico de isolamento de Portugal desde o século XVII (também ele a rever, admito). A diferença da nossa ditadura face às extra-peninsulares é real, por força da história moderna do país, mas não a torna menos ditadura (veja: se não foi fascismo, teve muito em comum – polícia política, censura, perseguições políticas e profissionais, campos de concentração tortura… não ser fascista em algum sentido teórico «exacto» ajuda em alguma coisa? «Democracia orgânica» será mais ajustado?). A escassa modernização da sociedade portuguesa até ao século XX gerou um liberalismo incipiente, ao contrário do que sucedeu na Alemanha ou em Itália, daí a necessidade de rever a sua crise (e respectivo desenlace ditatorial) em moldes próprios; mas sem falar dela como se se tratasse de uma evidência que os especialistas conhecem e os outros, coitados, não. E se me exige provas do que digo, toda a história do discurso crítico em Portugal no século XX está aí para quem a quiser ver. Um caso bem interessante, que já tratei num outro post, é o Adolfo Casais Monteiro em &lt;em&gt;O país do absurdo&lt;/em&gt;. Aí, a lista dos «anti» de que se fez o regime é bem longa e bem analisada, com o «extra» do testemunho pessoal do autor. Não terminarei sem citar esse testemunho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes disso, reconheço que tenho aprendido com os seus posts sobre a relação crítica do Vaticano com o regime nazi, mas deles não vejo como infere uma oposição a Hitler. Eu vejo um cuidado distanciamento expresso de forma diplomática. Já foi muito, de acordo. Mas resistir é outra coisa, que coube a pequenos grupos de cristãos. A mim, que sou ateu, isto não me espanta nem incomoda. E, como português, permito-me ver as diferenças de comportamento, face ao que explica ter sido a política do Vaticano perante o nazismo, da Igreja portuguesa face ao salazarismo, que literalmente ajudou a fabricar e a manter, invocando Maurras e destruindo as vidas de gente como Sílvio Lima, até se ter distanciado muito gradualmente desde que o estertor do regime se tornou evidente com a desertificação das paróquias promovida pela emigração. Tarde falou, e mesmo assim cedo demais para a ICAR, o Bispo do Porto quando descobriu que não se podia ser católico e salazarista. Não, não foram erros nem falta de informação, não foi a ausência em parte incerta, nem qualquer silêncio, de Deus: foi cumplicidade da hierarquia com o poder ditatorial e com os métodos (maquiavélicos no pior sentido do termo) do «em politica o que parece é». Já houve quem inventasse um rótulo: «catolaicismo». Conhece, decerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me espanta e incomoda é a soberba de quem trata por bestas e ignorantes, quando não como censores do «politicamente correcto» (?), todos os que falam sem exactidão científica de realidades políticas que (como refere de passagem, e eu concordo) muito resistem a qualquer definição indiscutível. Se quer esquecer as análises de Hermínio Martins, Joel Serrão ou Magalhães Godinho e apoiar-se em Pulido Valente e seus idólatras, faça favor. Eu reservo-me o direito de dizer que essa revisão pretende recriar a história para melhor convir às suas carreiras e às suas simpatias e antipatias paroquiais, para revogar sem argumentos mas com muita prosápia uma tradição historiográfica com 50 anos, a dos melhores historiadores de Portugal (sobre as science wars à portuguesa, outra instância da nossa retardada modernidade, também já escrevi, e à custa das condições para o meu trabalho, escuso-me a voltar ao ponto agora).&lt;br /&gt;Quero terminar com o ponto do testemunho de quem viveu os acontecimentos. Fora dos confrontos entre historiadores, deixe-me terminar citando Casais, do livro que mencionei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por outro lado, não podemos sequer acreditar – pelo menos nós, aqueles que ainda conheceram a vida portuguesa anterior à implantação da ditadura – naquele disco incansavelmente repetido segundo o qual a república era a desordem e a anarquia. Essa desordem e essa anarquia nunca existiram senão na imaginação apocalíptica dos autores de legendas para cartazes de propaganda, uma propaganda que não hesita em pretender convencer-nos que, antes do golpe do 28 de Maio… não havia estradas em Portugal, e não se podia sair à rua sem risco de ser morto pela explosão de uma bomba! Ridícula propaganda para analfabetos ou mesmo débeis mentais, do mesmo nível que as conhecidas figuras do «antes» e «depois» dos anúncios de produtos contra a queda do cabelo…&lt;br /&gt;(p. 29)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem sei que Casais, coitado, nasceu em 1908 e não teve o benefício de ler os autores de hoje, que nem lutaram contra o marcelismo sequer (e para quê? O homem era um génio, sabia que a democracia cá não podia funcionar…). Para ele, o essencial da mudança ocorrida a 28 de Maio não era a chegada da «ordem» que vinha substituir a «desordem», mas sim a opressão que destruíra a liberdade. Quem a quiser elogiar por portas travessas que o faça. Não aprenderam nada com a história, simplesmente.&lt;br /&gt;Conto que continue a não ser esse o seu caso, e continuarei a lê-lo a si e aos restantes amigos do povo.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Caso não seja claro, o título deste post remete para duas obras de Eduardo Lourenço, que não por acaso raramente são citadas. Censura do «politicamente correcto»? Só se incluir o de Direita e o de Esquerda.&lt;br /&gt;PPS – Nem de propósito: hoje, VPV volta a baixar o nível, muito abaixo dos produtos contra a queda do cabelo. A República matou muito mais do que Salazar… Bem sei que a credibilidade dele como historiador já nem entre jornalistas pega, mas, se gosta de coisas destas, pode sempre reclamar-lhe números e documentos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115477266170689208?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115477266170689208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115477266170689208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/o-fascismo-nunca-existiu-situao.html' title='O fascismo nunca existiu? (Situação europeia e consciência nacional)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115468945935456619</id><published>2006-08-04T11:54:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T12:06:56.103+01:00</updated><title type='text'>As urnas estão abertas (as cervejas não)</title><content type='html'>No Womenage A Trois, um blogger que assina «Cenas Obscenas» observou algo que também já me ocorreu: então as nossas feministas ficam em silêncio perante os anúncios da Super Bock? Ele fala do «Miss Playbock» que imita mamas, eu acrescentaria o anterior «Wonderbeer» e o mais recente «Miss Playbock» que imita traseiros.&lt;br /&gt;Mais o Pedras Melão, claro, mas esse é levemente irónico, vê-se.&lt;br /&gt;Quem achar que emancipação feminina é isto, vote sim para a caixa do Esplanar. Quem discordar, vote não. Manteremos actualizados diariamente os resultados deste nosso refrescante inquérito de Verão. Sem o patrocínio da Superbock, a cerveja mais intragável que alguma vez bebi.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS- Ainda na publicidade, ainda bem que os pilotos não encaixaram a absurda campanha de prevenção com «um avião cheio de crianças a morrer todos os anos».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115468945935456619?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115468945935456619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115468945935456619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/as-urnas-esto-abertas-as-cervejas-no.html' title='As urnas estão abertas (as cervejas não)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115459914473729329</id><published>2006-08-03T10:53:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T10:59:04.766+01:00</updated><title type='text'>Efeitos secundários</title><content type='html'>Há uns tempos, o Francisco José Viegas acabou com a caixa de comentários do A origem das Espécies. A causa é a mesma de ela também não existir aqui, o lixo de alguns é tanto que anula os comentários de muitos. Mas continua a ser curioso ver que há sempre quem se queixe de aqui não haver caixa de comentários, e, quando se lhes diz que escrevam para o correio, calam-se.&lt;br /&gt;A tecnologia pode não aumentar a improbabilidade da comunicação, mas contribui muito para a tornar mais notória.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115459914473729329?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115459914473729329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115459914473729329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/efeitos-secundrios.html' title='Efeitos secundários'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115451639371065942</id><published>2006-08-02T11:43:00.000+01:00</published><updated>2006-08-02T11:59:53.836+01:00</updated><title type='text'>Sem brincadeira</title><content type='html'>Soube do caso Gisberta à distância, não estava em Portugal na altura. E pelas edições na net é sempre mais complicado seguir as notícias. Mas não custava perceber, não é preciso ler os clássicos da sociologia ou da psicanálise para saber como o universo das crianças é violento.&lt;br /&gt;Ontem, o desfecho foi exemplar. Onze a treze meses para homicidas. Se fosse nos EUA, a Esquerda tinha dito que era culpa do sistema capitalista selvagem e que a condenação era prova do conservadorismo dos juízes nomeados por Bush, mas como foi cá parece que não houve «explicações». Como foi cá, nem uma palavra da nossa estremosa Direita sobre a segurança, as maravilhas da reinserção pelo ensino católico e os valores tradicionais da sociedade portuguesa. Os silêncios são muito reveladores.&lt;br /&gt;No jornalismo, assunto para páginas interiores e segunda metade do alinhamento dos noticiários. Uns artigos de opinião exaltados, perdidos no meio de outros iguais sobre o Líbano, as listas do Fisco e o Benfica. No Verão vamos fazer coisas de Verão, assim questionários sobre bares e praias de sonho no Brasil...&lt;br /&gt;Os jovens erraram, vão de férias uns tempos como todo o país. Uma sentença de mau gosto, sem brincadeira.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115451639371065942?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115451639371065942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115451639371065942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/sem-brincadeira.html' title='Sem brincadeira'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115442691205654488</id><published>2006-08-01T11:01:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T11:08:32.120+01:00</updated><title type='text'>Lembrar e esquecer</title><content type='html'>Para lembrar, Pierre Vidal-Naquet, falecido no último fim de semana. De uma estirpe de historiadores que já não há, de Hobsbawm a Magalhães Godinho.&lt;br /&gt;Para esquecer, a novela do falso Abrupto (que só deve aparecer à noite), bem resumida, ou nem isso, no blog do Gato Fedorento.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115442691205654488?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115442691205654488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115442691205654488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/08/lembrar-e-esquecer.html' title='Lembrar e esquecer'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115434193863806973</id><published>2006-07-31T11:28:00.000+01:00</published><updated>2006-08-03T11:53:51.533+01:00</updated><title type='text'>Boas novas</title><content type='html'>Nestes tempos conturbados, em que tantos clamam anti-semitismo ou anti-islamismo, já sem falar do anti-cristianismo, vale sempre a pena fazer um pouco de publicidade gratuita a quem trata todos os credos com equidistância e relembra a única saída saudável e racional:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ateismo.net/diario/"&gt;http://www.ateismo.net/diario/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115434193863806973?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115434193863806973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115434193863806973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/boas-novas.html' title='Boas novas'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115425993447725226</id><published>2006-07-30T12:45:00.000+01:00</published><updated>2006-07-30T12:49:24.126+01:00</updated><title type='text'>Anti-bushismo, the american way</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/640/traitorsInLegendas&amp;etacaetera.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/hello/148/10841/320/traitorsInLegendas%26etacaetera.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma  face humana, e americana, para o anti-bushismo: &lt;a href="http://www.WHITEHOUSE.ORG"&gt;WWW.WHITEHOUSE.ORG&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O poster veio do legendas&amp;etcaetera.&lt;br /&gt;CL&lt;a href="http://picasa.google.com/blogger/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Picasa" src="http://photos1.blogger.com/pbp.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115425993447725226?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115425993447725226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115425993447725226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/anti-bushismo-american-way.html' title='Anti-bushismo, the american way'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115416716401071223</id><published>2006-07-29T10:55:00.000+01:00</published><updated>2006-07-29T10:59:24.056+01:00</updated><title type='text'>Prognóstico reservado</title><content type='html'>Gostava de partilhar o entusiasmo do FAL no Corta-Fitas, mas não consigo. Lá continua o Rei dos Frangos com o seu lugar cativo, o Caneira por resolver e um novo inadaptado ao futebol europeu para chegar, o Deivid a atrofiar e El Loco como alternativa ao Liedson. Os miúdos? Quase sem excepção, transferidos ainda em formação, para mal deles e por tuta e meia (cláusulas de rescisão, nem vê-las...). O Guadiana e o seu troféu são passatempos.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115416716401071223?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115416716401071223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115416716401071223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/prognstico-reservado.html' title='Prognóstico reservado'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115409339011248310</id><published>2006-07-28T14:24:00.000+01:00</published><updated>2006-07-28T14:29:50.143+01:00</updated><title type='text'>Info-incluído (semi)</title><content type='html'>Nunca faço links para outros sites, blogs, etc., por não ter prestado atenção suficiente quando o George me explicou a arte. Tenho pena. Sobretudo quando a recepção ao que vou escrevendo é maior do que eu alguma vez pensei. Espero que seja este o meu perfil de blogger por pouco tempo mais. Preferia um Auto-Retrato mais completo, como aquele onde vou tantas vezes ouvir música e ler o que lá se escreve.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115409339011248310?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115409339011248310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115409339011248310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/info-includo-semi.html' title='Info-incluído (semi)'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115399485722895240</id><published>2006-07-27T11:06:00.000+01:00</published><updated>2006-07-27T11:07:37.256+01:00</updated><title type='text'>Info-excluído</title><content type='html'>Nunca fui ter ao falso Abrupto.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115399485722895240?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115399485722895240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115399485722895240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/info-excludo.html' title='Info-excluído'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115390435405717129</id><published>2006-07-26T09:23:00.000+01:00</published><updated>2006-07-26T09:59:14.716+01:00</updated><title type='text'>No país do absurdo</title><content type='html'>As TV's interessam-se pelo Médio Oriente por ser um bom fornecedor de dramas pessoais, situações de guerra e imagens fortes. E fazem bem, é um negócio de volume e que obriga a manter o público (as massas) fiel a um guião simples de segir mas sempre com possibilidades de reviravolta.&lt;br /&gt;Já a excitação nos jornais e blogs em torno do assunto é mais complicada. Aquilo que se vê não é nenhuma preocupação internacionalista (seja com o governo do mundo, seja com o preço dos combustíveis), nem sequer paroquial (as comunidades judaica e árabe portuguesas são discretas). A excitação segue o modelo celebrizado pela grande Fátima Campos Ferreira no seu Prós e Contras: quem está por Israel?  Quem está pelos árabes? Mas, como a distância é muita e os efeitos ainda não se fazem sentir no bolso, a coisa evolui para os &lt;em&gt;termos locais&lt;/em&gt;: quem é comuna (logo anti-semita)? Quem é lacaio de Bush (logo anti-árabe)? No primeiro termo, Diogo Pires Aurélio, Vasco Graça Moura, Eduardo Pitta; no segundo, Vital Moreira, Louçã e o PCP (aqui coligado com a extrema direita, como se viu bem no Kontratempos). Há quem tente enquadrar a coisa em termos mais interessantes, como Rui Bebiano, António Costa Pinto ou Medeiros Ferreira, mas sem sucesso. O que interessa é animar a malta com uma polémica de Verão (a nossa versão das guerras de Verão de outros tempos) em que o Médio Oriente é apenas um pretexto, como o caso de um abaixo-assinado recente bem ilustra: quem assina não passa (para os primeiros) de idiota útil, esteve calado noutros casos, é, sempre foi e será para sempre, estalinista; quem não assina (para os segundos) quer a crise, a opressão e a próxima Guerra Mundial.&lt;br /&gt;O triste é que isto nem sequer é novo. Num livro esquecido de Adolfo Casais Monteiro &lt;em&gt;(O país do absurdo&lt;/em&gt;, ed. República, 1975), que estou a prefaciar para publicação nas Obras Completas de Casais, já se notava como a redução da oposição portuguesa a comunistas visava permitir combater todas as oposições e todas as liberdades, não defender qualquer ordem. Casais, que não era comunista nem sequer neo-realista, percebeu bem como o anti-comunismo era apenas uma forma dissimulada (ou implicada) de defesa do regime - o que é natural num país onde o anti-comunismo sempre foi maior do que o comunismo. Onde a anti-liberdade nunca desiste de se vingar das liberdades.&lt;br /&gt;A redução quase imediata do conflito no Líbano e na Palestina (na verdade dois conflitos, em que até se pode apoiar Israel num e não no outro) às querelas da nossa Esquerda/Direita demonstra bem como o «anti» (Israel ou árabes, tanto faz) é o espírito perene da nossa incipiente discussão pública. E não surpreende, portanto, que se discuta ao nível do Manuel Germano coisas tão distantes de nós, enquanto se passa em claro as realidades nacionais que só um debate ideologicamente claro poderia mudar. Da justiça à educação, tudo o que se poderia discutir com proveito em termos de Direita e Esquerda só é desejado como objecto de um «pacto de regime». Não se discute aquilo que se pode mudar, só aquilo que a discussão deixará inevitavelmente na mesma.&lt;br /&gt;É o pacto de regime do país do absurdo.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115390435405717129?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115390435405717129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115390435405717129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/no-pas-do-absurdo.html' title='No país do absurdo'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115382492077385284</id><published>2006-07-25T11:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-25T11:55:20.800+01:00</updated><title type='text'>Vestir a camisola</title><content type='html'>Hoje, pela milionésima vez, é o dia decisivo para o Sporting contratar Caneira. Entretanto, o anterior reforço da defesa, Moisés, não chega a jogar, por não poder. Do avançado é melhor não falar... ainda se espera o dinheiro do defesa transferido o ano passado, já que exigir garantias bancárias também deixou de ser necessário.&lt;br /&gt;Os génios que se cooptam à frente do Sporting são um bom exemplo da incompetência das elites portuguesas. Apresentam-se sempre como salvadores e os únicos sérios, com ar de superioridade sobre os outros. Depois, é isto. Hoje estão todos juntos, o Freitas, o Bettencourt, o Telles, tudo. O resultado é este.&lt;br /&gt;Cento e um anos, mais um ano a ver passar navios.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115382492077385284?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115382492077385284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115382492077385284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/vestir-camisola.html' title='Vestir a camisola'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115374140883737970</id><published>2006-07-24T12:16:00.000+01:00</published><updated>2006-07-24T12:43:28.870+01:00</updated><title type='text'>Rever a crise do liberalismo</title><content type='html'>O actual revisionismo em torno da Guerra Civil de Espanha tem sido bem criticado em vários blogs, que topam facilmente a agenda ideológica redutora que os move. Na mesma linha, aliás, as tentativas (em &lt;em&gt;O Amigo do Povo&lt;/em&gt;) de apresentar não os católicos mas a Igreja Católica como resistente ao nazismo e fascismo.&lt;br /&gt;Este revisionismo não espanta, atendendo ao já longo ataque à I República, que em muitos aspectos teve um destino paralelo ao da República espanhola, como depois o viriam a ter as duas ditaduras. É um revisionismo que reduz a questão a uma escolha entre ditaduras (ou Fascismo ou Comunismo), dando de barato o fim do liberalismo «à século XIX» sobre o qual esse combate se travou. Mas onde um Vasco Pulido Valente ainda tem uma noção disto, que usualmente evita mencionar para manter o argumento ao nível mais acessível, os seguidores (Rui Ramos, Luciano Amaral) tendem a esquecê-lo com uma facilidade própria de quem tem por missão provar a sua superioridade face ao «politicamente correcto» (que, no caso, nem sequer verdadeiramente existe; a este respeito, e para o caso espanhol, ver o artigo de ontem de Mário Mesquita no &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;). Ora, o fim do liberalismo, a cultura política que definiu a modernidade por toda a Europa mas nunca na Península, é a verdadeira questão. O mais interessante estudo sobre o assunto que conheço é o de António Pedro Mesquita (&lt;em&gt;O Pensamento Político Português no Século XIX&lt;/em&gt;, INCM, 2006), e ainda ontem na revista &lt;em&gt;Pública&lt;/em&gt;, em entrevista a Nuno Gonçalo Monteiro, a relevância do tema foi salientada.&lt;br /&gt;O relativo sucesso do pensamento liberal em Portugal e em Espanha na viragem do século XIX para o século XX (e há variações relevantes entre os dois países) não foi comparável ao que se verificou na Europa ocidental, e com naturalidade encontramos na vida intelectual e política de ambos os países uma oposição entre «castiços» e «estrangeirados» (uso os termos de Portugal) que marca bem a conflitualidade entre isolacionistas e europeístas. O conflito entre comunistas e fascistas não podia ter na Península o mesmo significado que tinha na restante Europa ocidental por não haver deste lado dos Pirinéus a mesma modernidade. Mais do que um combate entre visões extremadas da modernidade como foi noutros países, o combate ibérico foi entre os que tentaram a modernização de sociedades tradicionais (e houve-os em ambas as repúblicas) e os que quiseram superar (comunistas) ou destruir (fascistas) essa modernidade. Isto são tipos-ideais, na verdade houve quem mudasse de lado, e por isso o melhor é ver os casos concretos. Em Portugal o caso de Fidelino de Figueiredo merece atenção, em Espanha, o de Ortega já a vai tendo. Trata-se de diferenciar, não de amalgamar, e a crise ibérica do liberalismo teve mesmo interesse europeu – justamente por causa da Guerra Civil.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115374140883737970?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115374140883737970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115374140883737970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/rever-crise-do-liberalismo.html' title='Rever a crise do liberalismo'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115364844176958414</id><published>2006-07-23T10:52:00.000+01:00</published><updated>2006-07-23T10:54:01.800+01:00</updated><title type='text'>Favorito</title><content type='html'>Boas leituras para o tédio dominical&lt;br /&gt;&lt;a href="http://umblogsobrekleist.blogspot.com/"&gt;http://umblogsobrekleist.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115364844176958414?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115364844176958414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115364844176958414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/favorito.html' title='Favorito'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115356370964473886</id><published>2006-07-22T11:11:00.000+01:00</published><updated>2006-07-22T11:21:49.673+01:00</updated><title type='text'>Três em um</title><content type='html'>1. O caso Júdice é já uma novela demasiado má. É triste ver quem se diz liberal falar das instituições a que pertence do modo como Júdice tem feito. E isto nem sequer é em abono da Ordem, que me é estranha. É sim pelo modo ressentido como os derrotados na última eleição para o cargo de Bastonário se comportam publicamente desde então.&lt;br /&gt;2. A condenação dos dois sindicalistas que não sabem falar em público parece suspeita, quanto mais não seja pela invulgar celeridade. Mas a vitimização dos condenados é ainda mais suspeita.&lt;br /&gt;3. Bom artigo, hoje, de António Costa Pinto no DN. Convém não confundir o conflito no Líbano com o da Palestina, apesar de haver intervenientes em comum. Mas o papel de cada um no «teatro» muda mesmo muito.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115356370964473886?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115356370964473886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115356370964473886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/trs-em-um.html' title='Três em um'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115347999264783037</id><published>2006-07-21T12:03:00.000+01:00</published><updated>2006-07-21T12:06:32.730+01:00</updated><title type='text'>Um Ás</title><content type='html'>Não sei qual é a nova pérola do Espada que originou o post, mas o «Ténis de risco» no Manchas (&lt;a href="http://blogmanchas.blogspot.com"&gt;http://blogmanchas.blogspot.com&lt;/a&gt; ) é hilariante.&lt;br /&gt;Cl&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115347999264783037?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115347999264783037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115347999264783037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/um-s.html' title='Um Ás'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115340029121694201</id><published>2006-07-20T13:49:00.000+01:00</published><updated>2006-07-20T13:58:12.913+01:00</updated><title type='text'>Atenção aos horários</title><content type='html'>Os «tall ships» no cais Rocha Conde de Óbidos não são muitos nem muito impressionantes, mas quem gosta de navios não perde em ir. A recepção oscila entre o mal educado (tenda vip e arredores) e o prestável (segurança), a organização é fraca (vendem canecas, mas não bonés) e o estacionamento será cada vez mais impossível (e confuso). Só até Domingo.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115340029121694201?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115340029121694201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115340029121694201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/ateno-aos-horrios.html' title='Atenção aos horários'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115330924353722009</id><published>2006-07-19T12:30:00.000+01:00</published><updated>2006-07-19T12:40:43.580+01:00</updated><title type='text'>Degradação da cobertura jornalística</title><content type='html'>O episódio Bush&amp;amp;Blair subrepticiamente gravado e noticiado como uma «notícia» não teve, felizmente, especial destaque. Na verdade, Bush limitava-se a dizer em vernáculo aquilo que dois dias antes, ao lado de Putin, tinha dito diplomaticamente. Mas é claro que não foi por isso que o caso não foi demasiado explorado, foi por o assunto ser demasiado sério para ser desviado para uma minudência como aquela. A realidade não se reduziu a uma mensagem tão abastardada, não por culpa de spin doctors mas por escolha editorial. Como diz no Kontratempos Tiago Barbosa Ribeiro, é de uma (falhada) degradação da cobertura jornalística que se trata.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115330924353722009?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115330924353722009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115330924353722009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/degradao-da-cobertura-jornalstica.html' title='Degradação da cobertura jornalística'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115322713129533465</id><published>2006-07-18T13:40:00.000+01:00</published><updated>2006-07-18T13:52:11.390+01:00</updated><title type='text'>O aniversário da Fundação</title><content type='html'>O artigo de Medeiros Ferreira publicado hoje no DN é revelador de uma visão estrangeirada da cultura e sociedade portuguesas no século XX. O autor chega a referir-se ao seu passado de exílio, uma das formas de «estrangeiramento» mais relevantes na história portuguesa. A valorização da acção modernizadora, europeizante, da Gulbenkian em Portugal deixa passar em claro, contudo, um problema que a visão estrangeirada por regra não discute (já Borges de Macedo o notou, em 1974): como influencia a sociedade portuguesa esses esforços europeizantes? Nisto, há todo um conjunto de problemas: qual a coerência desses projectos de modernização inspirados na Europa (grande no caso da Gulbenkian, isso parece claro), quais as relações estabelecidas entre os agentes proponentes da modernização e as instituições do país, etc., etc.&lt;br /&gt;No caso da Gulbenkian, a crítica mais frequente é a do seu fechamento. Justa ou não, merece consideração. A Gulbenkian não resistiu ao «Portugal histórico»? Mas esta não é uma pergunta para fazer na festa, esperemos pelo anunciado livro.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115322713129533465?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115322713129533465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115322713129533465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/o-aniversrio-da-fundao.html' title='O aniversário da Fundação'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115313685427021637</id><published>2006-07-17T12:40:00.000+01:00</published><updated>2006-07-17T12:47:34.303+01:00</updated><title type='text'>Com uma semana de atraso</title><content type='html'>A situação no Médio Oriente está tão extremada que até George W. Bush conseguiu fazer figura de estadista ao falar sobre o caso em S. Petesburgo.&lt;br /&gt;Sobre o assunto, apesar do (meu) atraso, merece ser lido o post de Rui Bebiano «A desgraça árabe» (no blog A Terceira Noite). O atraso é o menos, há problemas que não conhecem solução. Oslo já lá vai, e do pobre «road map» já nem os seus proponentes falam (esses génios que diziam ser Arafat o maior obstáculo à paz e Saddam a grande ameaça...).&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115313685427021637?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115313685427021637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115313685427021637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/com-uma-semana-de-atraso.html' title='Com uma semana de atraso'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115304651727230482</id><published>2006-07-16T11:40:00.000+01:00</published><updated>2006-07-16T11:41:57.296+01:00</updated><title type='text'>Motherload</title><content type='html'>Haverá site melhor que o da Comedy Central?&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115304651727230482?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115304651727230482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115304651727230482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/motherload.html' title='Motherload'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115296238181325912</id><published>2006-07-15T12:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-15T12:19:41.840+01:00</updated><title type='text'>Ficção</title><content type='html'>No relambório sobre a crítica, A. M. Seabra escrevia a dada altura que a área de ciências sociais do Mil-Folhas está muito fraquinha. Hoje, o livro de Pulido Valente, já objecto de crítica e de entrevista ao autor no jornal, é criticado por Eduardo Pitta. Prova de que Seabra tinha razão? Não, até da disjunção entre crítica de ciências sociais e crítica literária eu discordo. Mas sugestivo, em todo o caso. O público dos livros de Pulido Valente não é o que se interesse por História mas por romances. A editoria foi judiciosa em não tratar o livro como ciência. E o crítico provou que sabe do seu ofício. De novo, mas suspeito não pela última vez, a crítica não morreu, mudou de função.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115296238181325912?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115296238181325912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115296238181325912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/fico.html' title='Ficção'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115287374876635376</id><published>2006-07-14T11:22:00.000+01:00</published><updated>2006-07-14T11:42:28.796+01:00</updated><title type='text'>Mulheres na TV</title><content type='html'>Não, não é um post sobre o festival erótico na FIL.&lt;br /&gt;Só uma dúvida que regularmente me assalta, agora a propósito da entrevista (ontem) de Maria João Avillez a José Sócrates: por que motivo as entrevistadoras televisivas deste país são todas tão más?&lt;br /&gt;Exagero? A meu ver o único sinal de racionalidade neste problema das mulheres entrevistadoras foi dado pelos terríveis espanhóis que compraram a TVI para dar cabo dos valores lusitanos que esta tão bem cultiva(va), quando puseram fora do ecran a horrorosa Moura Guedes. Mas basta pensar nas outras: a Marante, a Avillez, até - o George que me perdoe - a Constança. Tanto vazio e peneiras tão hipercompensado com trivialidades e má educação. Sócrates, ontem, teve de se conter.&lt;br /&gt;E as «culturais»? A soporífera Sousa Dias, a vulgaríssima Ferreira Alves e a tonta Mota Ribeiro? Querem mais triste?&lt;br /&gt;Bem sei que em alguns casos há explicações lógicas, como a «gentrification» da Bárbara quando se juntou ao então ministro da Cultura, similar a um caso mais recente, aliás. Bem sei que também há muitos jornalistas péssimos.&lt;br /&gt;Mas o ponto é outro: jornalistas, entrevistadores, comentadores, etc. no masculino há óptimos e péssimos; no feminino, o péssimo predomina de tal modo que parece ser o único que tem procura. O destaque a dar às mulheres depende de reproduzirem o pior dos homens?&lt;br /&gt;O irónico é que as aterantivas seriam boas, mas andam desperdiçadas em horários impensáveis (como Fernanda Freitas, que apresenta um programa no canal 2 às 14h dos dias de semana) e em funções anódinas (Teresa Pina, na SIC Notícias).&lt;br /&gt;Mesmo assim há excepções à regra, como Clara de Sousa? Sim, mas não devia chegar.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115287374876635376?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115287374876635376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115287374876635376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/mulheres-na-tv.html' title='Mulheres na TV'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115278878068910649</id><published>2006-07-13T11:58:00.000+01:00</published><updated>2006-07-13T12:06:20.736+01:00</updated><title type='text'>Continuação</title><content type='html'>Ainda sobre o post de ontem, de certo modo, é nítido que o debate sobre o próximo referendo, à despenalização do aborto, já começou. Pelo menos entre blogs. Misturado com o que nada tem a ver com ele, desde o fundamentalismo religioso e respectivo terrorismo até às visitas papais, mas já começou. Em termos não muito auspiciosos, mas tem a virtude de não esperar pelas decisões políticas. Tal como a lei de procriação medicamente assistida mostrou de novo, pouco depois do que se viu com o magno problema do protocolo de Estado, e se voltará a ver a respeito de coisas tão diversas como o casamento ou a adopção por casais homossexuais, em tudo se joga a influência social da Igreja. Ou melhor, influência política. E a despenalização do aborto, ou falta dela, é «apenas» o seu principal símbolo. Mas convém não ter muitas ilusões: quando o perder, a ICAR inventa logo outro.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115278878068910649?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115278878068910649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115278878068910649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/continuao.html' title='Continuação'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115270603603856326</id><published>2006-07-12T12:57:00.000+01:00</published><updated>2006-07-12T13:10:10.686+01:00</updated><title type='text'>Cavaco e as leis</title><content type='html'>O PR promulgou ontem a lei sobre a procriação medicamente assistida, apesar dos «movimentos» e das propostas de referendo em desespero de causa (aqui referidas a 26 de Maio). Curiosamente, e admito que não pesquisei muito (blogs não são o meu forte), além do que fica aqui no Esplanar, só no Da Literatura (graças a Eduardo Pitta) se parece acompanhar o caso. Tem piada, por razões bem diversas a lei é-nos (directamente) indiferente.&lt;br /&gt;Agora falta saber como fica a paridade das listas eleitorais (ontem num forum radiofónico um participante dizia «hoje no Parlamento, amanhã na construção civil»...), mas a expectativa é justificadamente boa.&lt;br /&gt;CL&lt;br /&gt;PS - Hoje, no Público, Rui Ramos refere-se a Pacheco Pereira desdenhosamente sem escrever o seu nome. É uma escola muito portuguesa, ainda recentemente Pulido Valente tinha feito o mesmo a Ramos, a propósito da sua biografia de João Franco. As excelências não dizem lá, nem cá, nem nada. Eis as «elites» portuguesas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115270603603856326?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115270603603856326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115270603603856326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/cavaco-e-as-leis.html' title='Cavaco e as leis'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115261749790487352</id><published>2006-07-11T12:27:00.000+01:00</published><updated>2006-07-11T12:31:37.930+01:00</updated><title type='text'>Leitura alternativa às «coisas de Verão»</title><content type='html'>Bom artigo de Medeiros Ferreira no DN de hoje. Mesmo engrandecendo Freitas e enaltecendo a sua própria clarividência (que, no caso das últimas presidenciais, foi mais do que dúbia), Medeiros Ferreira traz uma memória e, em certos aspectos, um enquadramento históricos que habitualmente faltam no debate público (não só no jornalismo, não só na política) em Portugal.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115261749790487352?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115261749790487352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115261749790487352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/leitura-alternativa-s-coisas-de-vero.html' title='Leitura alternativa às «coisas de Verão»'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115252790240879742</id><published>2006-07-10T11:30:00.000+01:00</published><updated>2006-07-10T11:38:22.443+01:00</updated><title type='text'>Caro George,</title><content type='html'>Só um postal para te dizer que o Seabra acabou o serviço fúnebre da crítica. Não respondeu a nenhuma das três perguntas que começou por declarar fulcrais, nem passou nunca do nível da denúncia, versão «elenco das minhas inamizades actuais». Material não lhe falta e a desvergonha editorial local ajuda-o, claro.&lt;br /&gt;Na última prestação voltou a referir-te, a propósito da queixa da senhora do nome registado. Como combinado, está tudo guardado à espera do teu retorno. Grande será a tua decepção com o autodenominado «ensaio» que não ensaia ideia nenhuma, incapaz de pensar o que quer que seja de definido sobre a crise que não se cansa de anunciar (por não se aperceber que uma crise constante é uma contradição em termos?), parece o Guerreiro com a história da morte do Romance...&lt;br /&gt;Enfim, já ninguém presta atenção, cá vamos andando com a selecção a festejar e toda a gente a festejar com ela. Ou quase.&lt;br /&gt;Ciao&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115252790240879742?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115252790240879742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115252790240879742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/caro-george.html' title='Caro George,'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7566066.post-115244375029870953</id><published>2006-07-09T12:13:00.000+01:00</published><updated>2006-07-09T12:15:50.300+01:00</updated><title type='text'>Fruta da época</title><content type='html'>Hoje o Público faz manchete com o facto de Soares ter garantido aos EUA, há mais de 30 anos, que Portugal não se tornaria um regime comunista. É oficial, estamos na silly season.&lt;br /&gt;CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7566066-115244375029870953?l=esplanar.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115244375029870953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7566066/posts/default/115244375029870953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://esplanar.blogspot.com/2006/07/fruta-da-poca.html' title='Fruta da época'/><author><name>CLeone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03671213960305338426</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
